O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), afirmou que não há previsão de a Santa Casa de Cuiabá deixar de ser administrada pelo Estado para adoção de modelo com Organização Social de Saúde (OSS), como ocorre no Hospital Central, gerido pelo Albert Einstein. Ele também declarou que não há prazo definido para que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) se manifeste sobre a proposta de aquisição do prédio por R$ 25 milhões.
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“Eu sou secretário de Estado, a gestão da Santa Casa é feita pela Secretaria de Estado de Saúde e muito provavelmente até o dia que eu estiver lá será”, disse. Gilberto informou que deve deixar o cargo no início de abril para disputar vaga na Assembleia Legislativa, em razão da exigência de desincompatibilização. “Depois disso, a decisão é do governo. Possibilidades existem, mas eu não posso assegurar hoje o que vai acontecer depois que eu terminar”, afirmou.
Sobre a proposta de compra, o secretário explicou que o TRT precisa seguir trâmites internos antes de qualquer decisão. Segundo ele, o tribunal deve consultar a comissão de credores para verificar se a oferta atende aos interesses das partes envolvidas. Caso haja concordância, o edital poderá ser republicado com base no valor apresentado, abrindo a possibilidade de outros interessados.
A proposta do governo prevê pagamento em parcela única de R$ 25 milhões. Somados aos valores já repassados desde 2019 pela utilização do imóvel, o total desembolsado pelo Estado se aproxima de R$ 60 milhões.
O plano operativo apresentado junto à proposta mantém os serviços de oncologia e nefrologia e prevê a criação de uma Central de Diagnósticos, unidade de Cuidados Paliativos, serviço de Longa Permanência com integração ao home care e o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Cerca de 70% dos serviços atualmente prestados na unidade devem ser transferidos para outras estruturas da rede estadual, enquanto oncologia e nefrologia permanecerão no local.
A Secretaria dividiu a reestruturação em seis eixos e prevê 196 leitos, incluindo 30 de UTI e 70 destinados ao home care. O cronograma indica manutenção de serviços entre maio e julho de 2026, ampliação do hospital dia e cuidados paliativos até novembro, e implantação da central de diagnósticos, SVO e home care até março de 2027.