Autor do requerimento que criou a CPI da Operação Espelho na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que o Palácio Paiaguás vê com bons olhos a investigação aberta pelo Legislativo.
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A declaração foi dada após o governador Mauro Mendes (União) classificar como “curiosa” a instalação da comissão para apurar fatos ocorridos em 2023 e já investigados pelo Ministério Público e pela Polícia.
“O Palácio está gostando, sim, porque o Palácio quer ver as coisas transparentes. O Palácio tem certeza de que uma CPI pode esclarecer e pode permitir ao governador que tome as medidas de correção necessárias, que possa aperfeiçoar os mecanismos de controle interno da máquina pública”, declarou.
Segundo o deputado, a comissão não tem caráter de enfrentamento político, mas de fiscalização institucional. Ele afirmou que o trabalho pode resultar em recomendações para fortalecer tanto o controle interno quanto o controle externo dos gastos públicos.
“Eu tenho certeza que a CPI poderá levar algumas lições ao governo e o governo terá a oportunidade de fazer as correções necessárias, punir aqueles que erraram na condução do dinheiro público”, disse.
Mendes argumentou que o requerimento trata de episódios antigos, sem fato novo, e mencionou que alguns deputados pediram a retirada de suas assinaturas por entenderem que não há contemporaneidade. O governador também citou o contexto eleitoral, afirmando que, em ano de disputa, surgem iniciativas com diferentes objetivos.
A CPI da Operação Espelho foi instalada para apurar suspeitas de fraudes em contratos da Saúde. O deputado Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo na ALMT, questionou a validade das assinaturas que embasaram o pedido e informou que pode provocar a Mesa Diretora para reavaliar a permanência dos apoios, sem descartar judicialização.
Apesar das divergências, o bloco governista deve indicar representante para compor a comissão, caso haja orientação da Mesa. A CPI será presidida por Wilson Santos e pode ter a deputada Janaina Riva (MDB) entre os membros titulares. A relatoria tende a ficar com um parlamentar da base aliada ao governo.