A guerra entre facções criminosas matou nesta semana o último de dois filhos de uma família de Peixoto de Azevedo (673 km de Cuiabá). Lucas Souza Gomes, de 17 anos, foi assassinado com quatro tiros, nesta terça-feira (10), por um membro do Comando Vermelho, identificado como “Gordinho” em uma ação que ocorreu como represália à morte de Lucas Gabriel Lazarim, apelidado de Bagdá que foi morto com 14 disparos, na segunda-feira (09) em uma lanchonete do município.
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Conforme informações apuradas pela reportagem do
Olhar Direto, Lucas Souza tinha um irmão que também foi vítimas de faccionados. Morto com tiros nas costas em outubro de 2025, Daniel dos Santos Sousa, de 15 anos, foi encontrado em meio às pedras de um local conhecido em Peixoto de Azevedo como Pedra do Amor.
O assassino de Daniel foi identificado como sendo um jovem de 19 anos, também faccionado. Além dele foi preso um homem de 27 anos e dois adolescentes de 14 e 16 anos foram apreendidos também por terem tomado parte no homicídio.
Os quatro foram detidos na casa do atirador, no local, foi realizada a vistoria, sendo encontrada a arma que teria sido empregada no homicídio. Além da arma, os policiais apreenderam também substâncias análogas à maconha e à cocaína, bem como vasta quantidade de munições calibre.40, balanças de precisão e embalagens para fracionamento do entorpecente. Ao final, as quatro pessoas foram conduzidas até a delegacia.
Semana sangrenta
Segundo informações obtidas pela reportagem do
Olhar Direto, o adolescente que matou Lucas Souza, em depoimento à Polícia, negou a participação no homicídio, mesmo com mensagens de celular apontando sua participação.
A reportagem ainda obteve informações de que Gordinho teria executado Lucas Souza porque a vítima estava ameaçando faccionados rivais.
Sobre a morte de Lucas Gabriel, o atirador ainda não foi localizado. O suspeito, que usou um uniforme escolar para se disfarçar e chegar até a vítima sem levantar suspeita na tarde desta segunda-feira, segue foragido.
Gordinho, que matou Lucas Souza, estava no local que Bagdá foi morto e testemunhou o amigo sendo assassinado. Bagdá por sua vez estaria em uma lista de alvos do Primeiro Comando da Capital que deveriam ser executados.
As investigações sobre o caso continuam.