O governador Mauro Mendes (União) criticou o que classificou como “denuncismos” e ataques políticos intensificados em ano eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que adversários movidos por “rancor” e “inveja” deturpam fatos para desgastar sua imagem e antecipar o debate eleitoral.
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A declaração foi dada ao comentar questionamentos sobre temas recentes, como o caso envolvendo a Oi e a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar a saúde. Para o governador, a proximidade do período eleitoral estimula acusações com motivação política.
“Quando chega em ano eleitoral, esses denuncismos ou ataques vindos de adversários, em princípio são adversários muito desqualificados. Alguns deles têm uma história péssima aqui no Estado de Mato Grosso. Alguns deles têm uma história péssima, horrível aqui no Estado do Mato Grosso. Têm uma marca de incompetência, de incapacidade, né? E são pessoas movidas pela maldade, pelo ódio, pelo rancor, pelo ressentimento, pela inveja e essas pessoas fazem de tudo, deturpam verdades”, afirmou.
Mauro disse que já enfrentou situações semelhantes no passado e citou a Operação Ararath, em 2014, da qual foi absolvido dois anos depois. Segundo ele, acusações infundadas geram desgaste pessoal e político.
“Isso não é o primeiro ataque que eu sofri. Lá em 2014, eu fui acusado de uma operação Ararath. Dois anos depois eu fui absolvido. Me custou muito caro”, declarou.
O governador afirmou ainda que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) deve apresentar esclarecimentos sobre fatos que, segundo ele, teriam sido distorcidos por adversários em relação ao contrato com a Oi.
Em um caso, foi celebrado acordo que resultou na devolução de cerca de R$ 308 milhões em ICMS; em outro, houve manifestação contrária à autocomposição sob alegação de ausência de permissivo legal.
As denúncias ao acordo foram formalizadas pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que ingressou com ação popular pedindo a nulidade do contrato e o bloqueio de bens dos envolvidos, além de apresentar representações a órgãos de controle. Ele sustenta que parte dos valores pagos teria sido direcionada a fundos de investimento com relação com empresas ligadas a familiares do governador e do deputado federal licenciado Fábio Garcia.
Defesa da moral
Mauro também falou sobre a possibilidade de disputar uma vaga no Senado e afirmou que, caso confirme a candidatura e seja eleito, pretende defender mudanças mais rígidas contra acusações consideradas levianas.
“Eu não sei se eu serei candidato a senador. Se eu for candidato a senador, e se ganhar as eleições, pode ter certeza de que um dos grandes objetivos será colocar valor na moral do cidadão brasileiro”, disse.
“Você não pode aceitar que nenhum imbecil, que nenhuma invejosa, que nenhuma maldosa, que nenhuma despeitada, fique acusando pessoas, atacando a moral, e que depois você tenha que acionar o Judiciário, que anda tão sobrecarregado, para ter uma multa de 5 mil, 10 mil reais”, completou.
O governador comparou a legislação brasileira com a de outros países e defendeu punições mais severas para acusações falsas, preservando, segundo ele, a liberdade de expressão, desde que baseada na verdade.
“Tem gente que não é capaz de construir, mas tem um dom de querer destruir”, destacou.