O governador Mauro Mendes (União) afirmou que ainda não tomou a decisão sobre deixar o cargo em abril para disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Segundo ele, a definição será feita dentro do prazo legal, mas, por enquanto, o foco permanece na gestão do Estado.
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Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer a outros postos precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito, o que, neste caso, implicaria eventual saída do governo até 4 de abril.
“Eu disse que, dentro do prazo regulamentar, eu vou decidir se eu serei ou não candidato, posso ou não deixar no dia 3 de abril o cargo para concorrer a algum cargo eletivo esse ano. Essa decisão não foi ainda efetivamente tomada”, afirmou.
Mauro ressaltou que as conversas políticas estão em andamento, mas classificou o momento como marcado por especulações.
“As articulações políticas vão continuar acontecendo, mas sempre envolvidas de muitas suposições, muitas especulações e até algumas mentiras”, declarou.
Especulações e alianças
Questionado sobre movimentações no campo da direita, incluindo um possível encontro entre o senador Wellington Fagundes (PL) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro minimizou as especulações e disse que ainda é cedo para definições.
“Essas articulações políticas são naturais e é natural que tenha muita especulação ou muitas suposições. Fato é que nós estamos ainda muito distantes do período em que as decisões serão efetivamente tomadas”, pontuou.
O governador afirmou que acompanha as conversas, mas evita se envolver diretamente neste momento.
“Eu não gasto muito meu tempo, nem muita energia com isso, porque eu ainda tenho muita coisa importante como governador ao longo desse ano. Nunca deixei de tomar nenhuma decisão por estar no último ano do meu mandato”, disse.