Águas Cuiabá diz que relação com Cuiabá Regula é técnica e explica buracos após obras :: Notícias de MT | Olhar Direto

Olhar Direto

Domingo, 15 de março de 2026

Notícias | PodOlhar

ENTREVISTA AO PODOLHAR

Águas Cuiabá diz que relação com Cuiabá Regula é técnica e explica buracos após obras


O diretor-geral da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, afirmou que a relação da concessionária com a agência reguladora municipal, Cuiabá Regula, é estritamente técnica e negou interferência política nas decisões relacionadas a investimentos, indicadores e reajustes. Ele também comentou as críticas sobre buracos deixados em ruas após intervenções na rede de água e esgoto. As declarações foram feitas em entrevista ao PodOlhar.

Segundo Menna, as discussões com a agência envolvem análise de indicadores, planejamento de investimentos e eficiência operacional. “A Cuiabá Regula é uma agência exclusivamente técnica. A relação é sempre técnica, discutindo indicadores, crescimento da cidade, investimentos e como melhorar a eficiência operacional”, afirmou.

O diretor destacou que a concessionária investiu R$ 290 milhões no ano passado e tem previsão de aplicar R$ 230 milhões neste ano, totalizando R$ 1,8 bilhão desde o início da concessão. Ele reconheceu que, diante do volume de obras em uma cidade em expansão, há falhas e críticas. “É natural que tenham erros, que tenham falhas, mas a gente está focado em entregar, não deixar faltar água e continuar avançando na cobertura de esgoto”, disse.

Parte das críticas está relacionada às condições do pavimento após obras de manutenção e expansão da rede. Menna atribuiu parte dos problemas à ausência de drenagem adequada em determinados pontos da cidade. “As localidades onde eu mais refaço o pavimento são localidades que alagam, que eu não tenho drenagem. Quando acumula água, cria um amolecimento do asfalto, o carro passa e começa a dar buraco”, explicou.

Ele detalhou que, nas obras de esgoto, após a instalação da rede, a empresa realiza micropigmentação do pavimento como etapa provisória até a aplicação do asfalto quente. Em casos de vazamentos emergenciais, especialmente em áreas sujeitas a alagamento, a concessionária tem utilizado pavimento frio (PMF), chapas de aço ou brita graduada compactada para evitar afundamentos e acidentes até a recomposição definitiva.

“Depois eu volto e faço o quente. Esse provisório está surtindo efeito e evitando acidentes”, afirmou. Segundo Menna, a medida não impacta a tarifa e é adotada como estratégia operacional para reduzir custos com indenizações e danos a veículos.

A estrutura operacional, de acordo com o diretor, foi reorganizada para separar as equipes de manutenção de rede e de recomposição asfáltica. A equipe própria realiza o reparo do vazamento, reaterro e aplicação de solução provisória. Uma empresa terceirizada executa posteriormente a aplicação do asfalto quente.

Menna afirmou que o principal problema ocorre no intervalo entre o reaterro e a aplicação definitiva do asfalto, sobretudo em períodos de chuva, quando a base pode ser comprometida. Ele disse que os novos procedimentos têm reduzido a reincidência de falhas.

O diretor declarou que a empresa mantém diálogo com a agência reguladora e com o município para aprimorar os processos e reduzir impactos das intervenções na malha viária. “A gente absorve as críticas e trabalha para melhorar”, afirmou.
Entre no nosso canal do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui
 

Comentários no Facebook

Sitevip Internet