O diretor-geral da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, afirmou que o modelo de concessão é o caminho mais adequado para a gestão do saneamento e confirmou que a empresa pretende disputar eventual leilão para assumir os serviços em Várzea Grande. As declarações foram feitas em entrevista ao PodOlhar, ao comentar a conjuntura das administrações municipais e a capacidade operacional exigida pelo setor.
Segundo Menna, a gestão direta pelas prefeituras enfrenta entraves burocráticos que dificultam respostas rápidas a demandas técnicas. “Administrar um sistema de águas em uma cidade é muito dinâmico. Você tem alto investimento e alto risco de operar. A dinâmica das prefeituras não tem essa agilidade”, afirmou. Ele citou como exemplo a necessidade de aquisição emergencial de equipamentos. “Você tem que comprar uma bomba que custa R$ 200 mil. Até você licitar pela prefeitura, vai parar, vai faltar água”, disse.
Para o diretor, o papel do poder público deve ser o de fiscalizar e cobrar metas da concessionária. “A parte mais nobre do poder concedente é fiscalizar, cobrar eficiência e aplicação correta dos recursos”, declarou.
Menna confirmou que acompanha de perto as discussões sobre a concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande e que a empresa aguarda a publicação do edital. “A gente está na expectativa de que aconteça o quanto antes esse leilão para poder participar”, afirmou. Segundo ele, a empresa tem capacidade financeira para assumir o serviço. “Tem um grupo muito forte atrás, que é o CPPIB, com capacidade de investimento muito grande. Saindo o edital, certamente a gente é um dos participantes.”
O diretor destacou ainda a proximidade geográfica entre os dois municípios. “A gente já tem uma estrutura aqui do lado, divide o meio do rio. Tem que ser nossa essa concorrência lá”, disse.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), declarou recentemente que a expectativa é concluir o leilão e a licitação entre julho e agosto deste ano. Segundo ela, após a concessão haverá período de transição, com definição de prazos para investimentos e para a gestão do DAE.
De acordo com a prefeita, em um prazo estimado entre um ano e meio e dois anos após a concessão, áreas consideradas mais críticas poderão apresentar avanço na qualidade da água, desde que não haja atraso na tramitação do projeto na Câmara Municipal.
O processo de concessão do saneamento em Várzea Grande ainda depende da publicação do edital e da definição das regras para participação das empresas interessadas.
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