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Quinta-feira, 12 de março de 2026

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Wilson Santos reúne UFMT e prefeita para discutir futuro do novo Júlio Müller

Foto: Assessoria

Wilson Santos reúne UFMT e prefeita para discutir futuro do novo Júlio Müller
A definição sobre a jurisdição do novo Hospital Universitário Júlio Müller entrou na pauta de uma reunião articulada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), na sexta-feira (13), com a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza e Silva, e a prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães (PSB).


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O encontro discutiu as exigências técnicas e jurídicas relacionadas à área onde a nova unidade está sendo construída. O terreno foi recentemente legalizado como pertencente ao município de Santo Antônio de Leverger, por meio de lei aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Atualmente, a gestão plena da saúde é exercida por Cuiabá. Caso o hospital seja oficialmente habilitado junto a Santo Antônio de Leverger, será necessário cumprir uma série de condicionantes legais, estruturais e normativas exigidas pelos Ministérios da Saúde e da Educação. A preocupação central é evitar entraves administrativos que possam atrasar a conclusão e a futura operação da unidade.

Com 58 mil metros quadrados de área construída e perfil de alta complexidade, o novo hospital deve ampliar a capacidade de 96 para quase 300 leitos. A unidade pertence ao Governo Federal e é administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação. A obra é executada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), com previsão de entrega até dezembro de 2026.

Durante a reunião, o superintendente da unidade, Reinaldo Gaspar da Mota, destacou a dimensão da estrutura e a necessidade de segurança jurídica. Segundo ele, o hospital atende pacientes de diversos municípios de Mato Grosso e desenvolve atividades assistenciais, de ensino e pesquisa. O orçamento anual é de R$ 232 milhões, com perspectiva de ampliação. Ele também apontou pendências estruturais, como abastecimento de água, energia elétrica e rede de esgoto, consideradas essenciais para o funcionamento pleno.

A reitora da UFMT afirmou que é a primeira vez que a instituição é oficialmente chamada a se manifestar sobre a possível mudança de jurisdição. Ela explicou que registros acadêmicos, licenças e normativas dos cursos da área da saúde estão vinculados a Cuiabá junto ao Ministério da Educação. Em caso de impasse entre os municípios, a jurisdição estadual foi apontada como alternativa para evitar paralisações.

A prefeita Francieli Magalhães reforçou que a área pertence legalmente a Santo Antônio de Leverger e informou que o município realiza levantamento técnico para avaliar as exigências. Segundo ela, não há interesse em interromper a obra, e a gestão está aberta ao diálogo para verificar a capacidade de atender às demandas de infraestrutura, como água, esgoto, transporte e serviços básicos.

Wilson Santos classificou a reunião como esclarecedora e afirmou que a UFMT apresentou ao município uma relação de exigências a serem cumpridas para consolidar a habilitação do hospital. O parlamentar ressaltou que o objetivo não é criar disputa entre municípios, mas garantir que a obra — aguardada há mais de 17 anos — seja concluída e entre em funcionamento sem novos atrasos. Caso as exigências técnicas não sejam atendidas, novas rodadas de diálogo devem ocorrer para buscar solução consensual e evitar judicialização.

Ao final, ficou definido que Santo Antônio de Leverger fará análise técnica das demandas apresentadas. O entendimento entre os participantes é de que a prioridade deve ser assegurar a entrega e a plena operacionalização do hospital, considerado estratégico para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde em Mato Grosso.
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