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Sábado, 07 de março de 2026

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Flávia nega retaliação e diz que 21 exonerações foram “mudanças estratégicas” na gestão

Foto: Reprodução

Flávia nega retaliação e diz que 21 exonerações foram “mudanças estratégicas” na gestão
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), negou que as 21 exonerações publicadas no Diário Oficial do município na sexta-feira (13) tenham qualquer relação com a derrubada de 18 vetos de sua autoria pela Câmara Municipal. Nos bastidores do Paço Couto Magalhães, circulou a informação de que as demissões atingiriam indicados de vereadores após o revés político no Legislativo, mas a gestora afirmou que as mudanças fazem parte de uma estratégia administrativa.


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Em entrevista coletiva na própria sexta-feira (13), Flávia classificou as exonerações como ajustes internos. “São mudanças estratégicas para melhorar o atendimento e o serviço público específico naquelas áreas”, declarou.
 
Questionada se os servidores dispensados teriam sido indicados por parlamentares, a prefeita respondeu que desconhece essa vinculação. “Não tenho conhecimento. O importante é que são pessoas que tiveram algumas situações dentro das áreas que elas estavam lotadas e eu tive necessidade de alterar”, afirmou.
 
As exonerações atingiram cargos comissionados em diversas secretarias, como Saúde, Educação, Assistência Social, Governo, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. Entre os atos publicados estão as dispensas de assistentes técnicos, gerentes, coordenadores e secretários escolares, com efeitos retroativos a datas entre 2 e 13 de fevereiro.
 
A movimentação ocorreu dias depois de a Câmara realizar sessão extraordinária para analisar 42 vetos da prefeita a emendas parlamentares que alteravam o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Do total, 18 vetos foram derrubados pelos vereadores.
 
Ao detalhar os motivos, Flávia citou problemas na área de Recursos Humanos da Educação. “Olha, por exemplo, o RH da Educação, vocês sabem a situação que ocorreu, que está ainda em trâmite. Agora, a Tuliana entrou lá via Portaria, minha Tuliana, que é da Secretaria de Governo, foi para lá justamente para ver o que estava acontecendo com as votações das escolas”, explicou.
 
Flávia já anunciou que pretende judicializar a decisão, sob o argumento de que as alterações no orçamento podem comprometer o pagamento de salários dos servidores municipais.

Segundo ela, o remanejamento limitado a 5% do orçamento prejudica a flexibilidade da gestão financeira. A prefeita também afirmou que parte da derrubada dos vetos teve motivação política, embora tenha dito que não se sentiu traída por vereadores da base.
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