Deputados federais bolsonaristas de Mato Grosso partiram para o ataque contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, que leva à Sapucaí um enredo sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e passaram a sustentar que a apresentação vira “propaganda do governo” em ano eleitoral, com críticas também ao que chamam de “dois pesos e duas medidas” do Judiciário.
Leia também:
Em vídeo para moradores de condomínio de luxo, Medeiros confirma empresa paga com cota em sala vizinha a escritório
“Foi um desfile de mentiras e horrores, que demonstrou, além de um péssimo gosto estético, a verdadeira face da esquerda brasileira. Dinheiro público sendo destinado para esse tipo de propaganda do governo lembra muito regimes comunistas, como na Coreia do Norte”, afirmou o deputado Coronel Assis (União), vice-líder da oposição na Câmara.
Na linha institucional, Assis tenta empurrar o debate para o campo eleitoral e jurídico, questionando se o evento não configuraria campanha antecipada e cobrando isonomia de STF e TSE. O tema ganhou tração nacional após a Corte Eleitoral rejeitar um pedido para barrar o desfile, sob o argumento de que não cabe “intervenção preventiva” antes dos fatos ocorrerem, embora tenha advertido que o carnaval não deve virar brecha para ilícito eleitoral.
Já nas redes, a reação veio em outro tom. A deputada Coronel Fernanda e o deputado José Medeiros, também citados como autores de um vídeo satírico, divulgaram um jingle com ataque direto ao governo, citando escândalos como Mensalão e Petrolão e ironizando promessas econômicas, como “picanha e cerveja”, além de questionar o destino do dinheiro público.
A Acadêmicos de Niterói, recém-promovida ao Grupo Especial, abriu a primeira noite de desfiles no domingo (15), e o próprio Planalto orientou ministros a evitarem participação para não alimentar desgaste político.