O senador Wellington Fagundes (PL) se manifestou nas redes sociais após o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de 2026, no Rio de Janeiro. A agremiação foi rebaixada para a Série Ouro depois da apuração realizada nesta quarta-feira (18).
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Ao compartilhar a notícia sobre o resultado, o senador associou a queda da escola à escolha do enredo e criticou o que classificou como uso político da festa popular.
“Carnaval é tradição popular, não é palanque político. Quando uma escola decide transformar desfile em homenagem ideológica, assume o risco da rejeição. De todas as formas”, escreveu.
Na mesma publicação, o senador também fez referência às críticas envolvendo uma ala do desfile que retratava famílias conservadoras como “latas de conserva”.
“E mais: ninguém aceita intolerância religiosa nem ataques aos valores da família. Respeito é via de mão dupla”, acrescentou.
Verba pública
A homenagem ao presidente já vinha sendo questionada por parlamentares da oposição antes mesmo do desfile. Wellington foi um dos que acionaram órgãos de controle para apurar o repasse de recursos federais ao Carnaval carioca.
O contrato de R$ 12 milhões firmado entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) prevê o repasse de R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial. Para o senador, a destinação de verba pública a um enredo que faz referência direta a Lula pode configurar desvio de finalidade.
O caso foi analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou indícios de possível afronta aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa no repasse destinado à escola.