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Terça-feira, 14 de abril de 2026

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Safra Desviada

Veja lista com 19 alvos de operação que mira grupo criminoso acusado de lucrar R$ 140 milhões em golpes contra o agro

Foto: Reprodução

Veja lista com 19 alvos de operação que mira grupo criminoso acusado de lucrar R$ 140 milhões em golpes contra o agro
A reportagem do Olhar Direto teve acesso a uma lista com 19 alvos da “Operação Safra Desviada”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A ação cumpre 180 medidas cautelares autorizadas pela Justiça no âmbito de uma investigação que apura o desvio de grãos e prejuízos estimados em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do setor. Os nomes dos investigados estão listados ao final da matéria.


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As diligências ocorrem simultaneamente nos estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão. Em Mato Grosso, as ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

A investigação apura suspeitas de formação de organização criminosa, furto qualificado, estelionato contra idoso, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Conforme apurado, o grupo teria operado um esquema estruturado de desvio sistemático de soja, milho e algodão, com manipulação de registros internos, movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada e utilização de empresas para dissimular valores.

Entre as medidas cumpridas estão 80 mandados de busca e apreensão em residências, fazendas, empresas e outros imóveis ligados aos investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias de 56 alvos, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões, além do sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis.

Foi decretada ainda a indisponibilidade de imóveis pertencentes a 20 pessoas físicas e jurídicas, bem como o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de mais de 45 investigados.

A decisão judicial autorizou, ainda, a extração de dados de celulares, computadores, mídias externas e informações armazenadas em nuvem, além do bloqueio de contas em plataformas de apostas, diante de indícios de que esses serviços teriam sido utilizados para movimentação e ocultação de recursos.

Segundo as decisões, as medidas têm como objetivo preservar provas, impedir a continuidade das práticas ilícitas, evitar a dissipação de bens e garantir a reparação dos danos causados. Há indícios de que o esquema era dividido em núcleos, com manipulação contábil, uso de empresas de fachada e realização de transações financeiras atípicas.

Alvos da operação foram: 

JOHEBERTON DA SILVA RONDON, vulgo “BETO”

SUELENE APARECIDA DO CARMO NASCIMENTO

FELIPE FACCIO

MICHELE FACCIO

NEODIR BRANDELEIRO

CLEDEMIR LUÍS MOCELINI, vulgo “FOFO”

JOSEANDRO GOMIDES DA CRUZ LIMA

SABRINA CASTILHO CLARO

RENAN DA SILVA RONDON

LUCAS MODESTO RIBOLDI

JOEVAN SILVA DIAS

FABIANO ALIPI DA SILVA

MONARA CERVI

MARIA EDUARDA MELLO

ARIOZANO TIMÓTEO JUNIOR

JOSÉ CARLOS ORTA JUNIOR

CLAUDIA ANGELICA MARTINS MAKARI

NADIM MAKARI
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