Já está no ar no YouTube e nas principais plataformas de áudio o PodOlhar com a senadora Margareth Buzetti (PP). Suplente do ministro da Agricultura Carlos Fávaro, novata na política eleitoral e pré-candidata ao Senado em 2026, ela falou sobre disputa interna no grupo governista, endurecimento penal, críticas ao Supremo e a possibilidade real de lançar uma candidatura independente caso não haja espaço na federação.
Durante a entrevista, Buzetti não poupou críticas ao que chamou de “palco” em que a política se transformou. “Hoje a política não pode ser um palco. E hoje virou um palco. É para quem grita mais. Às vezes me sinto uma ET no meio da política”, afirmou.
A senadora confirmou que pretende disputar o Senado e que não aceita recuar para a Câmara Federal. “Não vou recuar. Acho que a mulher sempre tem que recuar. Não quero recuar”, declarou. Questionada sobre o espaço na federação entre PP e União Brasil, ela foi direta: se não houver viabilidade interna, pode sair candidata por outra legenda.
“Eu saio independente. Não tem problema. Quem decide é o povo”, afirmou, revelando inclusive ter recebido convite de outro partido.
Aliada do governador Mauro Mendes (União), com quem diz ter afinidade na gestão por foco em resultados, Buzetti reconheceu que o cenário dependerá das composições majoritárias e das alianças para 2026. Ainda assim, reforçou que não pretende ser coadjuvante. “Entrei como coadjuvante, mas não quero recuar.”
Em tom crítico, ela questionou o que chamou de política de narrativa digital e provocou colegas: “Vamos para resultado prático. O que aprovaram? Não adianta ficar só na gritaria.”
Autora da Lei 14.994/2024, que transformou o feminicídio em crime autônomo e elevou penas, Buzetti rebateu a tese de que o aumento da punição gera “falsa sensação de segurança”.
“É suficiente, sim, e é pedagógico. Você tem que temer a lei”, disse. Segundo ela, as novas condenações já apresentam penas significativamente maiores em comparação à legislação anterior.
A senadora também defendeu a implementação do Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores, previsto na Lei 15.035/2024, e acusou omissão do Judiciário na efetivação do sistema. Para Buzetti, mulheres e crianças “não são prioridade nem para o Executivo nem para a Justiça”.
Críticas à escala 6x1 e alerta fiscal
Outro ponto polêmico foi a proposta de redução da jornada de trabalho. Buzetti classificou como “absurda” a versão defendida por setores da esquerda e alertou para impactos fiscais.
“Vai ter colapso no serviço público. Não existe dinheiro público. Existe o meu, o seu e o teu”, afirmou, defendendo que o setor produtivo se ajuste por meio de banco de horas, sem necessidade de nova PEC.
Novata, mas protagonista
Empresária antes de ingressar na política, Buzetti assumiu a cadeira no Senado como suplente e passou a ocupar o mandato de forma efetiva após a ida de Fávaro para o ministério. Mesmo sem trajetória eleitoral própria anterior, aprovou leis de impacto nacional na área de combate à violência contra a mulher e agora mira um mandato próprio.
Entre críticas ao Supremo, embates ideológicos e disputa interna no grupo governista, o episódio expõe uma senadora que tenta se firmar como protagonista num cenário dominado por lideranças tradicionais.
Onde assistir e ouvir?
O episódio do PodOlhar está na íntegra no canal do videocast no Youtube (assine aqui) e em forma de áudio nas principais plataformas de podcast, como Spotify, Deezer e Apple Podcast – onde você pode assinar e conferir todos os episódios de forma gratuita.
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