O corretor de seguros Cido Santos, que mora em Cuiabá, usou as redes sociais para relatar o clima de tensão vivido em Dubai após a escalada do conflito no Oriente Médio, desencadeada por ataques das forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que culminaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também foram ouvidas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, todos com presença de bases norte-americanas.
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Nos stories publicados no Instagram, Cido contou que acompanhava as notícias pela CNN quando passou a ouvir barulhos intensos na cidade. Segundo ele, os ruídos começaram por volta das 17h e se intensificaram à noite. “A gente tava aqui assistindo a CNN e vivenciando esse caos que está aqui na cidade. Não sei como as informações chegam aí, é muita fake news, mas para nós que estamos aqui é assustador”, relatou.
De acordo com o corretor, por volta das 20h, ele estava em um shopping localizado em frente à hospedagem quando um forte estrondo assustou quem estava no local. “Todo mundo se assustou. A gente tinha acabado de pedir comida, cancelamos, muita gente saiu correndo”, disse. Ele afirmou ainda que, apesar de a rua estar vazia naquele momento, a situação havia sido de caos minutos antes.
Ao deixar o shopping, Cido relatou ter visto fumaça a cerca de três prédios de distância do local onde estava hospedado. Segundo ele, seriam destroços da interceptação de um míssil. “Foi assustador”, afirmou.
Apesar do cenário, o cuiabano tranquilizou familiares e seguidores ao informar que está bem e atento aos protocolos de segurança. "Estamos bem, estamos de olho nos protocolos de segurança sobre como agir em uma possível evacuação, estamos acompanhando as fontes oficiais, porque tem muita fake news".
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã nesse sábado (28). Na ação, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em um dos bombardeios. O ataque deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho.
O bombardeio a uma escola de meninas no sul do Irã deixou mais de 100 mortos, segundo o embaixador do Irã na ONU. Na mesma região, outras 15 pessoas morreram em um ginásio.