Dos oito deputados federais de Mato Grosso, ao menos três devem aproveitar a janela partidária, que começa na próxima quinta-feira (5), para mudar de legenda.
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O MDB é o partido que pode sofrer o maior impacto. A saída de Emanuelzinho é dada como provável diante da reorientação da sigla em Mato Grosso, agora sob influência mais alinhada ao campo da centro-direita.
Vice-líder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara, o parlamentar tem perfil que destoa da nova configuração estadual do partido. Nos bastidores, a avaliação é de que ele pode migrar para o PSD, legenda comandada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e que também abriga seu pai, o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.
Outro nome do MDB que movimenta articulações é Juarez Costa, que estaria avaliando partidos mais alinhados ao projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo. O Republicanos chegou a ser apontado como destino provável durante a janela, embora não haja confirmação oficial sobre a mudança.
O União Brasil também deve registrar baixa. Coronel Assis é cotado para se filiar ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso a migração se confirme, o PL ampliará sua bancada de quatro para cinco deputados federais por Mato Grosso.
A janela partidária é o período em que deputados federais e estaduais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Embora o prazo tenha início nesta semana, a expectativa é de que parte das definições fique para os últimos dias, já que o período se encerra em 5 de abril.