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Mauro Mendes rebate Wellington e diz que discurso de direita e esquerda “não enche a barriga de ninguém”

03 Mar 2026 - 15:22

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Olhar Direto

Mauro Mendes rebate Wellington e diz que discurso de direita e esquerda “não enche a barriga de ninguém”
O governador Mauro Mendes (União) reagiu às declarações do senador Wellington Fagundes (PL), que se colocou como o verdadeiro representante da direita em Mato Grosso. Questionado nesta terça-feira (03), Mauro afirmou que o parlamentar esteve, em pleitos recentes, ao lado de lideranças da esquerda.


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“Olha, o próprio Wellington, pouco tempo atrás, estava fazendo campanha para Lula, fazendo campanha para Lúdio aqui em Cuiabá. Isso é muito natural. Eu não sei em quem ele está falando, mas eu acho muito pobre esse discurso de direita e esquerda. Isso não enche a barriga de ninguém. Nem ser de direita ou esquerda resolve os problemas da sociedade”, declarou.

A manifestação ocorre após entrevista concedida por Wellington à TV Mais, na qual comentou a divisão no campo conservador diante da pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo do Estado. O senador afirmou que “verdadeiramente, quem hoje representa a direita em Mato Grosso é o PL”, citando a filiação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mencionando o senador Flávio Bolsonaro como referência nacional do partido.

Wellington disse ainda que recebeu aval da direção nacional do PL e do próprio Bolsonaro - com quem deve se reunir no próximo sábado (07), na Papudinha - para disputar o Palácio Paiaguás em outubro. O senador também relembrou as eleições de 2022 e afirmou que Bolsonaro estava relutante em apoiar a reeleição de Mauro, sustentando que a composição só ocorreu após articulação conduzida por ele.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de aliança com o PL e a construção de candidatura única, Mauro afirmou que cenários políticos são dinâmicos, mas evitou demonstrar convicção sobre um acordo. Destacou que Pivetta, como vice-governador, poderá disputar a eleição na condição de titular caso assuma o cargo, e ressaltou o histórico administrativo do aliado, citando resultados do governo nas áreas de infraestrutura e gestão.

“Conjecturas, possibilidades políticas e eleitorais, elas sempre existem, mas vamos conversando aí e vamos ver o que acontece”, concluiu.
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