O governador Mauro Mendes (União) afirmou que ainda está “num processo de decisão” sobre uma eventual candidatura ao Senado nas eleições deste ano e garantiu que tornará pública sua posição até início de abril, prazo limite para desincompatibilização de ocupantes de cargos do Executivo que pretendem disputar o pleito.
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“Eu sempre disse em anos pretéritos que eu só falaria de eleição no ano eleitoral. Estamos no ano eleitoral, existe um deadline, ou seja, um tempo fatal aí. Garanto a vocês que não vai passar do dia 2”, afirmou. Nesta terça-feira (03), em entrevista à
Rádio Assembleia, o deputado estadual Max Russi (PSB) afirmou que ouviu da boca de Mendes que o governador irá se desligar da gestão no dia 31 deste mês. Antes disso, a primeira-dama Virgínia Mendes e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, também "deixaram escapar" que o Mauro irá se desligar do governo para disputar o Senado em outubro.
O governador explicou que a decisão vem sendo amadurecida ao longo das últimas semanas, paralelamente à agenda administrativa. Ele relatou que tem intensificado viagens pelo interior do Estado, visitando municípios e conversando com lideranças políticas e com a população.
“Tenho andado muito por Mato Grosso, cumprindo o dever que eu tenho de me relacionar com as cidades, com os municípios, com os cidadãos que vivem em todo o interior”, disse.
De acordo com Mauro, o contato direto com diferentes segmentos faz parte do processo de reflexão.
“Estou conversando com as lideranças políticas, estou conversando com o cidadão comum que eu encontro no dia a dia, no interior ou mesmo na capital, e isso faz parte do processo decisório”, completou.
Ao ser questionado sobre o que o impediria de disputar o Senado, o governador afirmou que não pauta sua escolha por fatores externos, mas por critérios pessoais.
“Eu não analiso o que me faz ou o que não faz. Eu analiso a minha vontade, a minha disposição de continuar na vida pública. Para mim sempre foi um desafio”, pontuou.
Ele recordou que, em outro momento da carreira, deixou de disputar uma eleição mesmo com alta aprovação.
“Uma vez eu era prefeito de Cuiabá, tinha uma excelente aprovação e deixei de ser candidato porque eu tinha problemas pessoais que eu precisava resolver, problemas familiares que naquele momento eu coloquei em primeiro lugar”, relembrou.
Mauro também destacou que o atual governo apresenta índices positivos de avaliação e resultados administrativos, o que, segundo ele, reforça o peso da decisão.
“O governo tem uma aprovação muito boa, todos que conhecem o Estado reconhecem o bom desempenho que o governo de Mato Grosso tem tido ao longo desses últimos sete anos. Em todas as áreas os números são extraordinários”, afirmou.
Apesar do cenário favorável, o governador disse que a definição não será influenciada apenas por aspectos políticos.
“Eu nunca vivi da política, não vivo da política, faço política por convicções. Vou analisar se eu quero ou não ir para um cargo legislativo. Eu sempre tive um perfil de executivo. Onde eu vou procuro dar resultados. Posso mostrar isso em todos os lugares que eu passei. Foco em resultado, não perco meu tempo em conversa fiada”, declarou.
Caso opte por disputar o Senado, Mendes terá de renunciar ao cargo até o prazo legal, abrindo espaço para que o vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), assuma o comando do Estado.