O governador Mauro Mendes (União) afirmou que o governo não irá elevar a proposta de R$ 25 milhões para aquisição do prédio da Santa Casa de Cuiabá e que buscará alternativa caso o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não aceite a oferta.
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“Essa foi a melhor oferta que o governo podia fazer. Se não for aceita, nós já estamos trabalhando alternativas. O importante é que nós vamos manter aquele serviço em algum lugar”, declarou nesta terça-feira (03).
O imóvel está em processo de leilão. Além da proposta do Estado, em parcela única, há oferta de R$ 40 milhões do Instituto Evangelístico São Marcos, de forma parcelada, e de R$ 20 milhões do Instituto São Lucas. Mauro argumentou que a proposta parcelada não apresenta garantia de pagamento e pode não atender aos credores.
Segundo o governador, a decisão de manter os serviços atualmente executados na unidade foi tomada após estudo técnico que apontou a impossibilidade de transferir integralmente as áreas de oncologia e nefrologia para o Hospital Central. O plano prevê a manutenção desses atendimentos e a criação de novos serviços organizados em seis eixos, incluindo home care, central de diagnóstico, hospital-dia, cuidados paliativos e Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
A estrutura projetada contempla 196 leitos, sendo 70 para home care, 40 para cuidados paliativos, 30 de UTI, 20 de Unidade de Cuidados Intermediários e 36 leitos cirúrgicos. Parte dos recursos já é aplicada em serviços judicializados, como o home care.
O prédio está sob requisição administrativa do Estado desde 2019, quando o hospital foi fechado pela gestão municipal à época. Desde então, o governo estadual mantém o funcionamento da unidade. Somados aos valores já repassados desde a intervenção, o investimento deve alcançar cerca de R$ 60 milhões.