A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que recebeu com gratidão a defesa feita pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado na Praça do Choppão, na Capital. Segundo ela, a manifestação do aliado foi motivo de reconhecimento e não será tratada como obrigação para outras lideranças políticas.
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“Eu não vou falar que eu não gostei dele me defender. Porque que mulher que não gosta quando um homem a defende né? Acho que é esse o papel, principalmente de defesa. Eu agradeci muito o Abilio, parabenizei ele por me defender. Poucos me defendem, nem no caso ele levantou a defesa. Eu me senti muito honrada com a defesa do Abílio”, declarou.
Durante o evento, Abilio relembrou o cenário da eleição de 2024 em Várzea Grande e afirmou que a vitória de Flávia foi considerada improvável por adversários, especialmente por ela ter enfrentado o então prefeito Kalil Baracat (MDB) em um contexto político historicamente ligado à família Campos.
Em seu discurso, ele destacou que a prefeita foi desacreditada ao longo da campanha, citando comentários que ironizavam a possibilidade de vitória. Também afirmou que, após a posse, ela passou a enfrentar articulações políticas com o objetivo de enfraquecer sua gestão.
Ao comentar se a defesa deveria partir também de outras mulheres na política, como sugerido por Abilio em relação à deputada estadual Janaina Riva (MDB), Flávia evitou criar qualquer tipo de cobrança pública. Para a prefeita, a manifestação deve ser espontânea.
“Olha, a defesa parte de quem deseja, dos homens e das mulheres. Quem quiser defender pode fazer a defesa, né? Eu acho que tem que ser natural também. É uma coisa natural, ninguém ser exigido”, afirmou.