A mulher, de 43 anos, que foi presa em flagrante por prostituir as próprias filhas, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após passar por audiência de custódia ainda neste domingo (1°). Ainda na qualificação de suspeita, a mulher teria oferecido as duas filhas, uma de 12 e outra de 14, por R$ 250 em um bar do bairro Jardim Vitória, em Cuiabá, e uma das meninas ainda precisou fugir de um homem que tentou estuprá-la.
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Em sua decisão, a magistrada Renata do Carmo Evaristo Parreiram, que converteu a prisão prisão preventiva, o flagrante da criminosa, asseverou que a liberdade da suspeita representaria “a perpetuação de um ciclo de violência e exploração dentro do próprio lar”. Além das duas menores de idade, a suspeita tem outra filha e que em depoimento relatou que essa terceira filha foi prostituída por sua madrasta, já falecida.
“Uma mãe que, em vez de cuidar e proteger, explora sexualmente as próprias filhas, demonstra um total desrespeito pelos valores mais basilares da sociedade e uma periculosidade concreta elevadíssima. O risco de reiteração criminosa não é mera presunção, mas uma conclusão lógica extraída de sua própria confissão sobre a outra filha e do relato da vítima, de que a oferta de venda não foi um ato isolado ("ela vendeu eu e minha irmã de novo"). Desse modo, a liberdade da flagranteada, nesse contexto, representa a perpetuação de um ciclo de violência e exploração dentro do próprio lar, o que abala profundamente a ordem pública, caso permaneça solta”, diz trecho da decisão.
Com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, a mulher foi encaminhada, após a custódia, para a penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, onde permanecerá detida enquanto a investigação se desenrola.