O governador Mauro Mendes (UNIÃO) classificou como um “piripaque” o desentendimento entre os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho, ambos de seu partido, envolvendo a eleição para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa.
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Dilmar foi escolhido para comandar o colegiado no lugar de Botelho, que não teria gostado da forma como a troca foi conduzida.
O episódio gerou troca de farpas públicas entre os dois parlamentares, e Dilmar, que permanece na liderança do governo até o final deste mês, chegou a ameaçar deixar o União Brasil. Em entrevista, Mendes minimizou a crise e afirmou que conversou com ambos para acalmar os ânimos.
“Houve um tendepá, um piripaque entre o Dilmar e o Botelho, mas eu espero que no final fique tudo bem”, disse o governador durante entrevista nesta quarta-feira (4) horas após Dilmar ser oficiliazado no comando da CCJ.
O chefe do Executivo estadual afirmou que o governo não interfere nas decisões internas do Legislativo e que a escolha de Dilmar para a CCJ é legítima. Ele ressaltou que Dal Bosco tem mérito em comandar a Comissão por "ser merecedor, pelo trabalho e pelo conhecimento que tem".
Mas essa decisão é uma decisão lá dos parlamentares. O governo não interfere nisso”, afirmou.
Sobre a possível saída de Dilmar do partido, o governador disse acreditar que as divergências podem ser superadas.
“Acho que as divergências existem dentro de casa, muitas vezes as pessoas, os amigos têm uma divergência, mas se aquilo que une é maior do que aquilo que separa, as pessoas podem sim voltar a ter boas relações”, ponderou.