Uma servidora da saúde foi vítima de racismo na manhã de terça-feira (3) na unidade Estratégia de Saúde da Família (ESF), localizada na zona rural de Primavera do Leste. Uma usuária teria se recusado a ser atendida pela profissional por sua cor de pele.
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De acordo com o relato registrado pela equipe da unidade, uma mulher procurou o setor administrativo em busca de informações sobre retorno de consulta. Ao ser atendida de forma respeitosa por uma servidora do local, a usuária interrompeu a orientação e declarou que "não aceitava ser atendida por uma pessoa preta", recusando-se a receber o atendimento da profissional.
A situação, segundo a prefeitura, foi presenciada por outras pessoas que se encontravam no local. Diante da gravidade do ocorrido, a coordenação da unidade interveio imediatamente, orientando a usuária quanto à necessidade de tratar os servidores públicos com respeito e urbanidade.
Ainda assim, a paciente manteve comportamento desrespeitoso, ocasionando tumulto no ambiente e chegando a proferir ameaças contra outros colaboradores da unidade.
Em razão dos fatos, a servidora registrou boletim de ocorrência, para que o caso seja devidamente apurado pelas autoridades competentes e para que sejam adotadas as providências legais cabíveis.
Em nota, a Prefeitura de Primavera do Leste reafirma que “não tolera e jamais tolerará qualquer forma de racismo, discriminação ou violência contra seus servidores ou contra qualquer cidadão”.
“Condutas dessa natureza afrontam os princípios fundamentais de respeito, dignidade da pessoa humana e igualdade, valores que devem nortear a convivência em sociedade e a prestação do serviço público”.
Crime de racismo
A Administração Municipal destacou ainda que o racismo constitui crime previsto na legislação brasileira, tipificado pela Lei nº 7.716/1989, com as alterações promovidas pela Lei nº 14.532/2023, sendo conduta grave que não encontra qualquer tolerância no ordenamento jurídico.
Apoio à servidora
A Prefeitura manifestou solidariedade e apoio à servidora, bem como a todos os profissionais da rede pública de saúde que, diariamente, se dedicam ao atendimento da população.
O município informou ainda que acompanhará o caso e prestará todo o apoio institucional necessário à funcionária, reafirmando o compromisso com um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de discriminação. “Racismo é crime e não será tolerado”, diz a prefeitura.