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Segunda-feira, 13 de abril de 2026

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“Laranja” confessa participação em transação de R$ 200 mil ligada à morte de Renato Nery, revela delegado

“Laranja” confessa participação em transação de R$ 200 mil ligada à morte de Renato Nery, revela delegado
O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que o homem usado como “laranja” para ocultar a movimentação de R$ 200 mil destinados ao pagamento pelo assassinato do advogado Renato Nery, em julho de 2024, em Cuiabá, confessou em depoimento ter participado da transação financeira. O depoimento foi prestado à Polícia Civil na quinta-feira (12).


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Segundo o delegado, o investigado afirmou que apenas emprestou a conta de uma empresa para receber o valor a pedido do policial militar Jackson Pereira Barbosa, apontado pela investigação como intermediador do crime. O dinheiro, conforme a apuração, teria sido repassado pela empresária Julienere Goulart Bastos, indicada como uma das mandantes do homicídio. Ambos estão presos.

“O ‘laranja’, na verdade alegou que não sabia. Apenas fez um favor pro Jackson. Aí ficou um valor retido a título de imposto porque o dinheiro caiu na empresa”, afirmou Bruno Abreu à reportagem.

De acordo com o delegado, a investigação identificou que o valor de R$ 200 mil foi transferido de uma única vez por Julienere para a conta usada na operação. A partir daí, o dinheiro passou por diferentes movimentações até chegar ao policial militar.

“O Jackson pediu a conta da empresa emprestada, porque não poderia receber dinheiro na conta dele. E pediu a conta desse amigo, a conta emprestada. O valor caiu. No mesmo dia que a Julienere transfere o dinheiro para esse cara, esse cara transfere para a conta desse amigo do Jackson. Aí o que ele faz? Nesse mesmo dia ele transfere 40 mil para a mãe, no dia 4. No dia 5 ele compra Mercedes, desconta o imposto. No dia 6 ele transfere o restante para o Jackson, 26.420 mil", explicou o delegado.

Ainda conforme o investigador, mensagens trocadas entre os envolvidos reforçam a tese de que a quantia fazia parte do pagamento pelo assassinato.

“Aí o Jackson manda mensagem: ‘Ah, e o resto?’ O resto é tudo imposto. Aí, ele diz: ‘Ah não, beleza, então eu vou cobrar dela’. O que é que acontece? Dois dias depois a Julienere passa 115 mil para o Jackson”, relatou.

Bruno também esclareceu que o dinheiro não foi transferido em várias parcelas que somavam R$ 200 mil. Segundo ele, houve apenas uma transferência inicial desse valor, que depois foi fragmentada para dificultar o rastreamento.

“E outra coisa, não foram transferências picadas que chegaram a 200 mil, foi uma transferência única de 200 mil, dela para o cara, para o cara, para esse amigo do Jackson e daí que foi pulverizando o dinheiro, entendeu? Vocês colocam que foram vários valores que chegam a aproximadamente 200 mil, não, foram várias transferências, foi uma única transferência de exatos 200 mil”, disse.

O delegado destacou ainda que o montante coincide com o valor apontado pelos executores do crime como o pagamento combinado pela execução do advogado.

“Esses exatos 200 mil, o valor que os policiais em declaração, o policial e o Alex disseram que foi o acordado com o Jackson, ou seja, exatamente o valor”, completou.

Renato Nery foi assassinado em julho de 2024, em Cuiabá. As investigações da DHPP apontam que o crime foi encomendado e custou cerca de R$ 215 mil, considerando também pagamentos posteriores realizados aos envolvidos. 
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