A prisão do funkeiro MC Mestrão, em Cuiabá, acusado de usar músicas para fazer apologia ao crime e apoiar uma facção criminosa, repercutiu nacionalmente. O SBT News veiculou a ocorrência envolvendo Mestrão, que teria sido intermediário de esquemas criminosos com o Comando Vermelho. Segundo a investigação, Odanil Gonçalo Nogueira da Costa mantinha contato com líderes do grupo e também é suspeito de guardar e negociar veículos roubados. As músicas do artista somam mais de 600 mil visualizações, sendo que a mais famosa delas "Pisada na Cabeça". Em entrevista à imprensa, o delegado Antenor Pimentel, que chefiou as investigações da Operação Ruptura, descreveu que Mestrão tinha contato direto com os membros da facção criminosa e conversava com eles abertamente sobre a prática de roubos, além de tortura e violência contra as vítimas. Além de Mestrão, outras onze pessoas foram alvos da operação da Polícia Civil. Nas investigações da Operação Ruptura CPX, foi possível constatar que Mestrão mantinha contato com membros de alto escalão da facção e frequentava ambientes utilizados como pontos de encontro de integrantes do grupo. Além da atuação artística, as apurações apontam indícios de que ele também prestava apoio logístico a integrantes do grupo, incluindo a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita, o que reforçou a suspeita de participação consciente na estrutura criminosa.