O presidente Podemos em Mato Grosso, Max Russi, deixou claro que o apoio do partido nas eleições majoritárias deste ano estará condicionado à participação direta na composição das chapas. Segundo ele, candidatos ao governo ou ao Senado que desejarem contar com o Podemos precisarão abrir espaço para a sigla, seja na vaga de vice-governador ou nas suplências.
Leia também:
Mayran Beckman assume Sedec e Gabinete Militar será comandado por PM Adriana Rodrigues; três mulheres já indicadas
“Não, exigir não, mas com certeza vai ser algo importante para a definição do apoio do Podemos. Então o partido que quiser o Podemos com certeza vai ter que abrir espaço dentro da majoritária”, afirmou.
Russi destacou o peso eleitoral da legenda no Estado, ressaltando que a formação das chapas proporcionais deve influenciar diretamente nas negociações.
“Nós temos uma grande chapa de deputado estadual, deputado federal, liderança de peso, a nossa chapa de deputado estadual passa os 400 mil votos e isso vai agregar para qualquer candidatura majoritária”, pontuou.
De acordo com Max, o partido só deve avançar nas conversas após sinais concretos de interesse por parte dos pré-candidatos. A definição do apoio também passará pela construção conjunta de propostas.
“Nós só vamos sentar e definir apoio a hora que algum candidato tiver realmente claro que ele tem interesse em fazer uma composição com o Podemos. Seja uma composição de chapa, seja em plano de governo”, disse.
Entre as prioridades da sigla estão pautas sociais, com destaque para a habitação. Russi afirmou que o partido não abre mão de incluir diretrizes claras no plano de governo dos candidatos apoiados.
“Nós temos muito interesse em ter algumas causas que a gente não abre mão dentro do plano de governo. Nós queremos saber qual vai ser a política concreta para habitação do nosso Estado”, declarou.
Russi também citou nomes do próprio partido que podem integrar composições majoritárias ou disputar cargos proporcionais. Entre eles estão do empresário Elson Ramos, o vice-prefeito de Lucas do Rio Verde, Joci Piccini, o ex-presidente da Famato, Rui Prado, o ex-secretário de Cuiabá, Euclides Santos, e ex-secretário de Sorriso, Paulo Lucion, apontados como quadros preparados para diferentes projetos eleitorais, incluindo vagas de vice ou suplência ao Senado.