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Quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

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Igreja mais antiga do estado está interditada por risco de desabamento

Da Redação - Lucas Bólico

02 Nov 2009 - 12:02

Foto: Lucas Bólico/OD

Igreja mais antiga do estado está interditada por risco de desabamento
A Igreja de Nossa Senhora da Penha de França, a mais antiga de Mato Grosso, localizada no distrito de Coxipó do Ouro, está fechada há mais de seis meses. O motivo da interdição são as más condições em que se encontram as estruturas da antiga construção, que ameaçam ceder. A própria comunidade foi quem decidiu deixar de rezar as missas no local, temendo um desabamento.

Não podendo mais celebrar missas nas dependências do santuário, a comunidade e membros da igreja transferiram os artefatos religiosos para um galpão vizinho, onde agora acontecem as celebrações católicas.

Segundo o historiador Edmilson Albino de Carvalho, diretor da Escola Nossa Senhora da Penha, a igreja passou recentemente por uma reforma, mas foi insuficiente. “Em 2007 fizeram a restauração do lado esquerdo e o restante não recebeu atenção”, diz.

Ele ainda lembra de todo o significado simbólico que a igreja tem, não só para o distrito de Coxipó do Ouro, mas também para Cuiabá e Mato Grosso. “Ela representa o encontro dos grupos negros, indígenas e brancos”, explica.

História da igreja

A pequena Igreja de Nossa Senhora da Penha de França foi a primeira capela de Cuiabá. Foi construída na margem direita do Rio Coxipó-Mirim, em Forquilha, no segundo arraial dos primeiros bandeirantes, onde hoje é o distrito de Coxipó do Ouro. Sua primeira celebração ocorreu em 1721, pelo padre Jerônimo Botelho.

14 comentários

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  • Gilson Mendes
    04 Jan 2011 às 08:19

    CONCORDO PLENAMENTE QUE TODA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA TEM QUE ARCAR COM A CONSERVAÇÃO DE SEUS TEMPLOS E QUE NÃO CABE AO PODER PUBLICO APLICAR DINHEIRO QUE DEVE SER APLICADO EM SAUDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO. CULTURA NÃO TEM NADA A VER COM RELIGIÕES, SEJA ELA CATÓLICA, PROTESTANTE, AFRICANAS OU MUÇULMANAS ÉSSA É UMA CULTURA APENAS RELIGIOSA.

  • ADORES DE MOURA
    13 Nov 2009 às 12:45

    Srá que mais uma vez deixaremos, nós e governo, que um outro monumento histórico vire estória?!?

  • Geralda Lopes da Silva
    05 Nov 2009 às 09:25

    É lamentável que existam pessoas com a mentalidade do Sr. Gilson. Como pode considerar este monumento público e histórico como propriedade particular? Todos nós devemos zelar pela preservação desta Capela que representa o marco de nossa história e origem de tudo que hoje existe em nosso estado. Onde estão os órgãos responsáveis pela manutenção do patrimônio histórico e cultural? Vamos lá, minha gente! Lutemos para defender esta obra tão representativa de nossa história.

  • Laila
    04 Nov 2009 às 10:56

    Temos que preservar SIM! Senão como iremos mostrar a historia de perto do nosso povo para nossos filhos e netos? Ficará apenas nos livros?

  • manoeldo socorro magalhaes de andrade
    04 Nov 2009 às 10:22

    É obrigação do Estado sim, cuidar do seu patrimônio histórico que, afinal de contas, representa a história de seu povo e de sua civilização. O que não se admite é que essa riqueza historica seja destruída pelo abandono e pelo descaso das autoridades que se omitem de cumprir seu dever constitucional de preservação.

  • Nanci B. Corrreia
    04 Nov 2009 às 10:13

    Obsurdo é cobrir ruinas, agora para manter aquilo que esta de pé, e pode ser de uso publico, se torna impossivel ao poder publico. Do que adianta cobrir ruinas para ser vista e por que não se pode restaurar aqui que tambem faz parte da nossa historia.

  • Emerson Almeida
    04 Nov 2009 às 09:50

    Acho que muitos não entenderam a matéria, trata-se de um patrimônio histórico de nossa terra, independentemente se é uma igreja ou qualquer outro. Deve ser preservado para que nossa história não seja destruída com o tempo. Tenho certeza que o Estado, maior produtor de grãos desse País, não vai permitir que isso aconteça.

  • Gleice Corrêa Leite de Souza
    04 Nov 2009 às 09:08

    É uma vergonha procurar a comunidade pedindo voto e ignorar a necessidade de resgatar esse patrimônio que faz parte da história do Estado de Mato Grosso...

  • Trebaud
    03 Nov 2009 às 07:12

    Pois é...Antes calado que "passar por carão", como dizemos nós cuiabanos. Falta de conhecimento, estudo e história pessoal são típicos de cidadãos como esse Sr. Gilson Mendes, que desvalorizam e negligenciam o patrimônio cultural. Não entende NADA de laicismo e suas relações com os bens culturais. Nada que ele opine deve ser considerado. Vamos fazer de conta que ele não escreveu nada.

  • Maria José
    02 Nov 2009 às 17:12

    Sr. Gilson Mendes, "Porque não te calas??? Quanta ignorância!!!!

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