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Terça-feira, 30 de novembro de 2021

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CONFLITO AGRÁRIO

Acusado de matar ex-presidente de sindicato rural é preso em matagal

A polícia começou as buscas ainda ontem. O fazendeiro foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Cláudia, onde prestou depoimento. Após várias diligências, o acusado do crime foi localizado e preso. Ele será indiciado e transferido para o presídio Ferrugem. Já o fazendeiro Gilberto será indiciado por ter dado fuga ao criminoso.

Foto: Imagem ilustrativa

Acusado de matar ex-presidente de sindicato rural é preso em matagal
Um homem de 37 anos foi preso, nesta quinta-feira de madrugada, em uma região de mata no município de União do Sul (650 km ao Norte de Cuiabá), sob a acusação de ter matado a tiros a ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município, Lúcia do Nascimento, de 48 anos.

De acordo com informações da Polícia Civil, o acusado e a ex-presidente do sindicato teriam discutido dentro de uma área que está em disputa judicial entre o fazendeiro Gilberto Miranda e trabalhadores rurais. O executor do homicídio é funcionário da fazenda.

Conforme a polícia, a discussão ocorreu devido a um incêndio na propriedade. Em determinado momento, o funcionário foi até à caminhonete do patrão (que estava junto), pegou uma arma e efetuou os disparos contra Lúcia. Ela morreu no local. Gilberto Miranda ajudou o funcionário a fugir.

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A polícia começou as buscas ainda ontem. O fazendeiro foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Cláudia, onde prestou depoimento. Após várias diligências, o acusado do crime foi localizado e preso. Ele será indiciado e transferido para o presídio Ferrugem. Já o fazendeiro Gilberto será indiciado por ter dado fuga ao criminoso.

O corpo da ex-presidente do sindicato está sendo velado em uma capela em União do Sul e será sepultado hoje à tarde. Ela deixa três filhos.

A disputa de terras

A área em litígio, onde ocorreu o crime, fica a cerca de 12 quilômetros da sede do município, às margens da MT-423, que liga a cidade à BR-163. Cerca de 100 trabalhadores ligados ao movimento dos sem terra invadiram a fazenda há alguns anos, alegando que se tratava de terra devoluta.

O proprietário ajuizou questão, que ainda está em análise no Poder Judiciário. Há cerca de um ano, uma liminar obtida em primeira instância deu reintegração de posse ao fazendeiro, mas há alguns meses uma decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça deu razão a 30 assentados, que voltaram a ocupar a terra.
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