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Sábado, 18 de setembro de 2021

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Altos custos de operação fizeram companhia cancelar voos saindo de Cuiabá; volta não está descartada

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Altos custos de operação fizeram companhia cancelar voos saindo de Cuiabá; volta não está descartada
O cancelamento de vários voos da Azul Linhas Aéreas saindo de Cuiabá para diversos destinos do país foi culpa do alto custo de operação, segundo o diretor de Planejamento e Alianças da companhia, Marcelo Bento. Maringá e Foz do Iguaçu, ambas no Paraná, tiveram suas ligações diretas canceladas. A volta de algumas rotas não está descartada, caso incentivos fiscais sejam concedidos pelo governo do Estado.

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“Infelizmente, o atual cenário nos obrigou a cancelar a ligação direta de Cuiabá a alguns destinos do país. No caso de Maringá (PR) e Foz do Iguaçu (PR), vinhamos operando há bastante tempo, porém, foi necessária a suspensão. Os nossos clientes vão poder continuar viajando para estas cidades, mas agora com conexões”, disse o diretor em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.
 
Porém, a volta de alguns destes voos não está totalmente descartada: “Claro que existe a chance destes voos retornarem à nossa malha aérea. Isso poderá acontecer se tivermos incentivos e conseguirmos baixar os custos de operação no estado. A proposta do governo do Estado de redução no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do querosene de aviação seria um grande passo, já que o combustível é um dos principais custos nossos”, explicou Marcelo.
 
No caso dos cancelamentos para Presidente Prudente (SP) e Ribeirão Preto (SP), o diretor informou que os voos foram apenas testes: “Nestes casos, nós começamos a operar como forma de testar a demanda para estes municípios. Infelizmente, não foi rentável e suspendemos. Não podemos tratar como um cancelamento. Foi um teste que não rendeu frutos”.
 
Por fim, Marcelo garantiu que a empresa vê o estado com bons olhos: “Nós confiamos muito em Mato Grosso por conta do agronegócio. O estado foi um dos poucos que não sofreram muito com crise. Enquanto na maioria nós estamos diminuindo ou mantendo as operações, em Mato Grosso vemos a chance de aumentar”.
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