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Terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Colegas de Marcos Valério insistem na falta de provas e advogados pedem absolvição

De Brasília - Vinícius Tavares

07 Ago 2012 - 18:53

Cinco acusados de integrar um suposto esquema montado pelo empresário mineiro Marcos Valério para garantir recursos ao pagamento do apoio a partidos políticos da base do governo Lula apresentaram suas defesas na tarde desta terça-feira (7.8) durante o quarto dia de julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). E o Olhar Jurídico acompanhou tudo em tempo real direto de Brasília.

O segundo dia de defesa dos réus teve um fato novo: a tentativa de adiamento do julgamento por parte dos advogados de defesa. A questão de ordem foi formulada pelo advogado José Carlos Dias. E o motivo foi a ausência da ministra do Supremo Carmem Lúcia, que precisou sair para participar de um compromisso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Para os advogados, a ausência da ministra poderia prejudicar o andamento do julgamento. O ex- ministro Márcio Thomaz Bastos chegou a ironizar a situação, afirmando que a análise e o julgamento não poderiam ser feitos à distância.

“Se a moda pega, vai ter ministro levando sustentação oral dos advogados pra casa, num pendrive, e enviando pela internet o seu voto”, brincou.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, chegou a ser consultado e informado por Márcio Thomaz Bastos da intenção da defesa, que buscava o respaldo da entidade, talvez já temendo o indeferimento da questão, que acabou, de fato, derrubada por unanimidade pelos ministros do Supremo.

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A sessão começou começo às 14h25 (horário de Brasília) e se estendeu até 19h20. As sustentações orais dos advogados de Cristiano de Mello Paz, Rogério Tolentino, Simone de Vasconcelos, Geiza dos Santos e Kátia Rabello foram coesas ao tentar provar aos ministros que faltaram provas suficientes na Ação Penal 470 para incriminar os réus.

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Nesta quarta-feira acontecem as defesas de José Roberto Salgado, Vinícius Samarane, Ayanna Tenório Torres de Jesus, do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que concorre á prefeitura de Osasco (SP). O próximo da lista é o ex-ministro Luiz Gushiken, que foi inocentado pelo procurador Geral da República, Roberto Gurgel, por falta de provas, mas mesmo assim apresentará sua defesa.