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Quarta-feira, 08 de dezembro de 2021

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Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro rasga o verbo em visita a Cuiabá; fala sobre impeachment e sua possível campanha à presidência

Foto: Paulo Victor Fanaia/ Olhar Direto

Jair Bolsonaro rasga o verbo em visita a Cuiabá; fala sobre impeachment e sua possível campanha à presidência
O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) rasgou o verbo e não poupou críticas a seus oponentes, em sua visita a Cuiabá, nesta sexta-feira (13). Em Mato Grosso, na companhia do também deputado federal Ezequiel Fonseca (PP-MT), o mote do seu discurso tem sido o combate armado ao Movimento Sem Terra (MST), o impeachment da presidente Dilma e sua possível campanha à presidência em 2018. O deputado permanece até o fim da tarde na capital. Confira os temas abordados:

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Movimento Sem Terra:
“São marginais. Eles invadem sua propriedade produtiva, depredam, matam os bois, destroem a plantação, queimam os tratores. Essa é a regra deles. Vocês acham que eles devem ser recebidos como? Com uma mesa com pão de ló em cima?”, critica.

“Só aquele que tem propriedade privada sabe o quanto ralou e se sacrificou para ter aquilo, aí aparecem 100 ou 200 marginais desocupados, arrebentam tudo o que você tem e fica por isso mesmo? Fuzil neles!”.

PT e o impeachment de Dilma:
Não faltaram críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), da presidente Dilma Rousseff, em sua entrevista. “Desvio (de dinheiro) tem em qualquer lugar, até no período militar tinha [...] Mas da forma como foi implementada a roubalheira no Brasil para se conseguir a hegemonia de um projeto de poder, só o PT (conseguiu)”. E pressente. “Caso viermos a aprovar o impeachment, eu não acredito que eles (PT) saiam sem nos lançar à uma aventura semelhante a uma luta armada”.

Em plenária com o Partido Progressista (PP) de Mato Grosso, voltou a comentar o assunto. “O Brasil só muda se nós tirarmos a esquerda da cadeira presidencial”. Mesmo perguntado sobre a possível saída do presidente da câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Bolsonaro voltou suas baterias contra Dilma. “Primeiro as damas. Você quer condenar o pistoleiro na frente do mandante?”.

Presidência em 2018:
O deputado afirma que uma disputa eleitoral em 2018 só será viável caso ele atinja, no mínimo, 10% de popularidade. A pesquisa CNT/MDA de julho deste ano, no entanto, apontava Bolsonaro como preferido de apenas 5% do eleitorado nacional.

“Não estou preocupado, caso venha a ser candidato, em ganhar. Porque não irei trair minha consciência. Não serei “bolsonarinho paz e amor”, ironiza. E analisou sua permanência no PP, que está na base aliada do governo Dilma, e afirmou que está sendo convidado a integrar partidos de oposição. "Hoje eu sou o bonitinho da praça. Vários partidos querem meu passe. Pretendo e quero continuar no PP, mas com essa executiva, eu estou fora".

Mais à frente, sobre uma eventual vitória, comentou. “Não pense que um dia, se eu ganhar um cargo no executivo, que eu vá soltar fogos ou comprar um vinho de R$ 10 mil, eu vou chorar, porque (o país) está uma desgraça. O Brasil está quebrado. Desmoralizado. Você não sai do Brasil para fazer qualquer negócio lá fora sem o manto da desconfiança”, aponta.

LGBT e Direitos Humanos:
E, como de praxe, voltou a fazer criticas à postura do governo Dilma diante da temática LGBT. “O governo prega a destruição da família. Olhe o currículo escolar, é um lixo o currículo escolar no Brasil. Não se aprende química, física, matemática e biologia. É ideologia e homossexualismo”.

Posteriormente, em plenária, atirou contra um de seus alvos preferidos, os direitos humanos. “Os direitos humanos são a política mais canalha que existe”. Sobre sua posição em uma eventual campanha a presidente em 2018, voltou a comentar. “Eu não quero ser solução, quero ser opção. A solução a gente vê depois”. E reconhece. “Eu estou me apresentando. Se vai dar certo? Eu não sei...”

O parlamentar do Rio de Janeiro é convidado especial do Enacal 2015 e do 2º Congresso Nacional de Correção e Fertilidade do Solo, que acontecem simultaneamente em Cuiabá neste ano. Ele proferirá palestra para discutir temas como direitos humanos na América Latina e a conjuntura da crise política nacional, no Hotel Delmond, na tarde desta sexta-feira (13).  
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