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Terça-feira, 28 de junho de 2022

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JULGAMENTO

Advogados de réus do mensalão criticam sustentação oral de Gurgel

Foto: Reprodução

Advogados de réus do mensalão criticam sustentação oral de Gurgel
O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-deputado José Genoíno (ex-presidente do PT que responde pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha), criticou há pouco a sustentação oral que está sendo feita hoje pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Pacheco, até a primeira parte da sustentação, o representante do Ministério Público Federal (MPF) não havia apresentado novidades, isto é, fez apenas um resumo do que já consta do processo.

“O procurador está focando em indícios colhidos na comissão parlamentar de inquérito (CPI dos Correios, no Congresso) e na fase policial e não na fase judicial, que é o que interessa. As provas colhidas sob o crivo do contraditório, com a participação dos advogados e perante o poder Judiciário, não estão sendo mostradas”, disse. “Isso enfraquece a acusação e fortalece a defesa”, complementou.

Acompanhe minuto a minuto o segundo dia de julgamento no Olhar Jurídico.

Pacheco ressaltou que a acusação de peculato foi afastada quando o STF recebeu a denúncia contra o seu cliente. O advogado sustenta que não há provas de que Genoíno tenha se relacionado financeiramente com deputados. “Ele se relacionou politicamente”, concluiu. Informou que o réu acompanha o julgamento em casa.

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado que defende José Roberto Salgado (ex-dirigente do Banco Rural), avaliou que o procurador-geral Roberto Gurgel está fazendo o trabalho dele com competência, tentando chamar a atenção dos ministros para a releitura dos documentos. No entanto, segundo ele, houve um argumento apresentado nas alegações finais que não deveria ser considerado no julgamento.

De acordo com a Procuradoria, o Banco Rural realizou empréstimos arriscados porque tinha a garantia de receber lucros da liquidação do Banco Mercantil, do qual tinha 20% das ações. “É uma alteração que surpreendeu a defesa. É uma ilação totalmente fantasiosa”, criticou. A partir da próxima semana, cada advogado vai ter uma hora para se manifestar.

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