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Sábado, 25 de junho de 2022

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INFORME IMEA

Plantio do milho não avança por causa do atraso na colheita da soja

Foto: Reprodução/Ilustração

Plantio do milho não avança por causa do atraso na colheita da soja
O plantio do milho de segunda safra em Mato Grosso ainda não avançou como os agricultores planejavam, por causa do excesso de chuvas durante todo o mês de janeiro, o que impede a colheita da soja. As plantadeiras ainda aguardam as colheitadeiras concluírem a retirada da soja que está no campo.

De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), até a última sexta-feira, apenas 3,1% da “safrinha” – projetada em 2,2 milhões de hectares - havia sido semeada. Todavia, apesar da “nebulosidade” em torno da retirada da oleaginosa e semeio do cereal, o plantio deste ano é 1,9 ponto porcentual maior do que o registrado na safra passada, quando, em 27 de janeiro de 2011, apenas 1,2% da safra de milho estava plantada.

Conforme as informações do Imea, o maior índice de plantio registrado por município, na atual safra, é de 9%, em Sapezal, seguido de 4% registrados em Sorriso, Tapurah, Campo Verde e Primavera do Leste, e de 3% em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Ipiranga do Norte, Nova Ubiratã, Santo Antônio do Leste e Tangará da Serra.

Em meio ao processo de colheita e plantio, os produtores rurais preocupam-se com dois problemas. O primeiro é o surgimento de doenças nas lavouras de soja por causa do excesso de chuvas – e a conseqüente perda de produção – e com a eventual perda da “janela ideal” para plantar o milho (que é o mês de fevereiro), o que também pode causar quebra de rendimento.

Caso haja problemas com o semeio do milho, alguns agricultores poderão ter problemas, inclusive, para honrar contratos de venda feitos de forma antecipada. O último levantamento do Imea aponta que 53,3% do cereal da safra 2011/12 já está comercializado. Portanto, os produtores já possuem 5,2 milhões de toneladas contratadas. Em contrapartida, muitos não estão encontrando sementes de alta tecnologia e as que já se encontram de posse do agricultor não seriam suficientes nem para saldar a dívida dos insumos adquiridos.
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