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Taques denuncia "venda" de incentivos e promete: "aqueles que roubam o dinheiro público não terão vida fácil"

Da Redação - Raoni Ricci

06 Out 2014 - 10:16

Foto: Assessoria

Taques denuncia
O governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), acordou cedo para conceder duas entrevistas para os principais grupos de comunicação do estado, a TV Centro América, afiliada da Rede Globo, e a TV Record, filiada da Record. Mantendo uma postura séria, Taques agradeceu a confiança do eleitor e garantiu que vai fazer todas as mudanças prometidas durante a campanha. Entre tudo o que foi dito no processo eleitoral, o principal compromisso do pedetista é com o combate a corrupção.

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Questionado sobre qual postura será tomada quando assumir o governo, Taques foi enfático e denúnciou. “Temos informações de venda de incentivos fiscais na Secretaria de Indústria e Comércio (Sicme). Você cidadão mato-grossense, pode ter certeza, aqueles criminosos, aqueles que roubam o dinheiro do cidadão, não terão vida fácil a partir do dia 01 de janeiro”, disparou o candidato eleito.
 
Pedro Taques garantiu que o policial rodoviário federal, José Medeiros (PPS), vai assumir a sua vaga no Senado ainda em 2014. O tema gerou muito desconforto no grupo político do senador durante os embates eleitorais. “Com a diplomação, que deve ocorrer no final de outubro ou começo de novembro, eu automaticamente me desincompatibilizo. Quem assume é o José Medeiros, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Tenho certeza que ele muito bem representará Mato Grosso no Senado”, assinalou o pedetista. O empresário Paulo Fiúza ainda briga na Justiça para ocupar a primeira suplência, conforme ele sustenta que foi acordado na eleição de 2010.  
 
Aclamado com o cuiabano que volta a comandar o Palácio Paiaguás desde Dante Martins de Oliveira, Taques prometeu uma relação sadia entre Cuiabá e Rondonópolis, minimizando o fato da cidade passar a ter 3 senadores: Blairo Maggi (PR), Wellington Fagundes (PR) e José Medeiros, que também é da região que aglutina o 3º maior colégio eleitoral do estado.  “A melhor possível. Não interessa o local onde o senador nasceu ou exerce sua atividade, o que interessa é que eles possam trabalhar por Mato Grosso”, se limitou a comentar.
 
Transição
 
Assim que chegou ao Centro de Eventos do Pantanal, na noite de ontem (05), Taques informou que já havia recebido uma ligação do governado Silval Barbosa (PMDB), a quem criticou durante toda a eleição, que deixou as portas do governo abertas para a equipe do governador eleito. Hoje, Taques avisou que pretende fazer o processo transitório dentro do que determina a lei e que vai buscar diálogo com a classe política para tentar adequar a Lei Orçamentária Anual (LOA) às suas propostas de campanha eleitoral.
 
“Sempre respeitando que o governador atual é o Silval Barbosa, temos que conversar sim sobre o orçamento do ano que vem e eu tenho certeza que ele vai estar aberto a essa conversa republicana para que possamos começar no dia 1º de janeiro com o orçamento previsto, para gastar efetivamente o que for projetado”, explicou Pedro Taques.
 
Assembleia Legislativa
 
Nessas conversas, o pedetista também incluiu o diálogo com os deputados estaduais, presididos hoje pelo deputado estadual José Riva (PSD), e com a bancada federal em Brasília. “O cidadão de Mato Grosso deu um recado à Assembleia legislativa, disse que quer mudança. A Assembleia também estará imbuída desse propósito, agora, quem não estiver antenado com esse momento de mudança nós falaremos para a sociedade que não conseguimos fazer as mudanças em razão destas e daquelas pessoas, infelizmente algumas pessoas não mudam”, disparou.
 
Pacto
 
Pedro reforçou a necessidade de um pacto entre os poderes constituídos para realmente começar a mudar o estado. As previsões econômicas não são positivas e a tendência é de enxugamento da máquina pública, inclusive nos gastos com os poderes, embora sejam constitucionais.
 
“Tenho certeza que os poderes entendem que no ano que vem Mato Grosso vai estar em uma situação difícil, não estará quebrado, por óbvio, mas vai precisar cortas gastos e combater a corrupção. Eu tenho certeza que nós vamos receber o apoio desses mato-grossenses que querem um estado melhor”, disse o governador eleito ao se referir aos presidentes dos poderes em Mato Grosso.
 
Secretariado
 
Mantendo uma postura que foi amplamente divulgada durante o pleito, Taques garantiu que não vai promover um loteamento de cargos públicos aos partidos que o ajudaram a ser eleito. “Não negociamos cargos públicos com partidos políticos. Os partidos são muito importantes, eu tenho orgulho do meu partido, mas temos pessoas competentes e pessoas incompetentes em todos os partidos. Temos que julgar as pessoas pelo seu merecimento e pela sua competência. Eu já tenho isso em mente, mas isso será anunciado no prazo correto”, pontuou.
 
2º turno
 
Combatente de Dilma no senado e dentro do seu partido, Taques disse que vai se reunir ainda hoje com seu grupo político para avaliar a postura a ser adotada no 2º das eleições presidenciais, mas descartou apoio a presidente Dilma Rousseff (PT), embora o PDT esteja no arco de alianças da candidata do PT. “Todo mundo sabe que aqui em Mato Grosso a presidente Dilma teve lado e não foi o nosso”, ressaltou. 

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