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Terça-feira, 26 de outubro de 2021

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Marãiwatsédé

Trabalhadores se aproximam de reserva e índios não aceitam nova ocupação

250 trabalhadores rurais permanecem acampados na BR 158 próximo ao antigo Posto da Mata. Eles querem a presença de uma comissão do INCRA para negociar a situação do ex-ocupantes da Suiá-Missú. Após o despejo, os sem-terra alegam que foram esquecidos pelas autoridades.

Foto: PRF-MT

Acampamento do ex-ocupantes da Suiá-Missu perto do antigo Posto da Mata

Acampamento do ex-ocupantes da Suiá-Missu perto do antigo Posto da Mata

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se deslocou de Água Boa para Ribeirão Cascalheira para monitorar de perto a situação da BR 158, onde se encontra acampado um grupo de 250 trabalhadores rurais da antiga gleba Suiá-Missu.
 
Os sem-terra estão perto do antigo Posto da Mata e cobram uma posição do INCRA para onde eles serão levados. A informação é que os índios não gostaram de saber da presença dos sem-terra e estariam se preparando para evitar uma nova ocupação da reserva.  

De acordo com os trabalhadores rurais, após a desintrusão da área, em janeiro, eles não foram esquecidos pelas autoridades e principalmente pelo INCRA. Todavia, eles afirmam que não querem invadir a antiga Suiá-Missu e sim pressionar o governo para uma negociação.
 
A PRF está presente para garantir a ordem e evitar um bloqueio na rodovia. Nesta sexta-feira (26), o suplente de deputado federal Roberto Dorner se comprometeu a comparecer no antigo Posto da Mata e levar um representante do INCRA para conversar com os sem-terra.

O vereador de Alto Boa Vista, Nivaldo Oliveira (PP), disse que os trabalhadores rurais estão esperando uma posição do governo desde janeiro e paciência deles esgotou. Por isso estão mais próximos da Suiá só para alertar as autoridades de Brasília que eles existem.
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