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Terça-feira, 16 de julho de 2019

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UFMT pode expulsar dois alunos que organizaram festas “clandestinas”

Da Redação - Jardel P. Arruda

22 Out 2013 - 18:07

Foto: Jardel P. Arruda - OD

Muro do ICHS pichado por alunos contra o processo de expulsão dos organizadores da

Muro do ICHS pichado por alunos contra o processo de expulsão dos organizadores da

A administração da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pode expulsar dois alunos por promoverem festas dentro do campus após a publicação de uma resolução que proibiu esse tipo de evento. Alguns universitários, em apoio aos colegas, picharam frases de ordem em alguns prédios da instituição, protestando contra uma suposta censura e perseguição política.

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“Abaixo a censura! A ditadura acabou há quase 30 anos”, diz uma das pichações feita por estudantes, em uma das paredes do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) e em vários outros pontos da universidade. Vários alunos afirmam que existe uma perseguição política contra alunos de um grupo politicamente oposto ao da reitora da UFMT, Maria Lucia Cavali Neder.

Entre os alunos que se expressam contra ou a favor do processo administrativo contra os organizadores das festas há também os de fora do movimento estudantil, que, mais distantes do caso, também possuem opinião formada sobre o assunto. Os universitários não são unânimes sobre o assunto, mas a maioria defende a realização de festas dentro do campus fora do horário de aula.

“Acho que é besteira proibir as festas e expulsar esses alunos. Sempre teve isso, sempre vai ter, é normal”, disse Bruno Souza, do curso de Administração. “O importante é que seja fora do horário de aula e que não atrapalhe ninguém. Não havendo excessos, seguindo normas de seguranças normais de uma festa, tá tudo limpo, eu acho”, complementou Anderson Martins, também de administração.

“Tem que expulsar mesmo. São os baderneiros comunistas de sempre”, contrapôs Thiago Oliveira, do curso de Economia, que assim como os outros dois são estudantes de um bloco vizinho do “pichado” ICHS. “Essas festas não condizem com o ambiente de estudos”, completou.

Em nota, a UFMT alega não perseguir nenhum estudante. “A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não pratica perseguição política. Os processos disciplinares são abertos quando há inobservância das normas da Instituição, que todo acadêmico precisa seguir”, diz integra do texto enviado pela Assessoria de Comunicação da instituição.

Os detalhes do processo administrativo são sigilosos, segundo informou a UFMT.

50 comentários

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  • roger
    16 Dez 2013 às 01:32

    Intrigada, qtos alunos fizeram denuncia no MEC?? No Ministerio Publico Estadual e Federal sobre esse professor?? Veja, são assuntos distintos e delicados. DENUNCIE! SOBRE o assunto das FESTAS: - Festas sem a presença de Eletricistas do Campus e que sejam comprovados curso NR10 de prevenção a morte no uso de energia elétrica. Separando as coisas temos o seguinte festas completamente sem noção alguma sobre perigo eminente contra vida. Festas infantis do ponto de vista técnico e exigido pelo CREA, quanto ao recolhimento ART, Bombeiros, Meio Ambiente e etc. De uma infelicidade em precedentes festas como essas. As pixações só comprovam tamanha infantilidade. Sobre administração posso até concordar que não é das melhores, mas são assuntos distintos.

  • intrigada
    25 Out 2013 às 15:25

    Por que a UFMT não tenta expulsar também o professor da FAculdade de Educação Física, dono da JMC bar, que fatura horrores colocando alunos para venderem bebidas alcóolicas no ginásio da UFMT em eventos esportivos? A lei só vale para os alunos? Bando de hipócritas!!!

  • VIGILANTE TRABALHADOR
    24 Out 2013 às 09:13

    E UM ABSURDO A REITORIA FAZER ISSO, AINDA POUSAR DE DEMOCRÁTICA PERANTE A SOCIEDADE. PIOR AINDA E PARTE DA SOCIEDADE QUE FICA CONCORDANDO COM ESSES ABSURDOS, MOSTRANDO QUE SÃO TAPADOS CULTURALMENTE E CONSERVADORES POLITICAMENTE. VARIOS TRABALHADORES APOIAM VOCES ESTUDANTA NAO LIGA PARA OS COXINHAS.

  • jéssica
    23 Out 2013 às 22:05

    Ir pra faculdade em Cuiabá é quase ir pra igreja , chega de tanto moralismo , pensamento conservador que agride a liberdade de expressão , as manifestações culturais, e ainda impossibilita mais discussões sobre a universidade, entendo que é um ambiente de ensino,um processo de construção do conhecimento , mas não devemos esquecer que quem está em todo esse processo em sua maioria são jovens que buscam tbm diversão e por que não usar desse espaço para o fortalecimento e promoção da cultura?

  • Heitor
    23 Out 2013 às 19:43

    é simples, era sabido por todos que as festas estavam proibidas e que caso houvesse alguma haveriam sanções aos estudantes que a promovessem. Os estudantes processados tinham todo o direito de fazer uma festa enquanto protesto, porém, DEVEM ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS, como dizia o ditado antigo... quem não guenta X não faz propaganda de Y.

  • Abelardo Almeida
    23 Out 2013 às 18:50

    VI UM COMENTARIO NO FACEBOOK QUE RESUME TUDO: "É muita Luta pra uma gestão só de DCE. Lutaram mais que nas últimas 20 juntas. Lutam tanto que devem estar cheios de calos nas mãos de tanto cerrar o punho pra posar para fotos. A proibição das festas na UFMT atingiu todos os grupos culturais, comissões de formatura, atléticas, Centros acadêmicos, que ficaram sem local para organizar eventos e arrecadar dinheiro. Aí vem o DCE e faz o quê? Alguma coisa eficaz para que todos possam voltar a fazer festas? NÃO, vão lá e racham de ganhar dinheiro fazendo suas festas sem concorrência e afrontando a administração da UFMT. E agora, são as vítimas. Aliás, são vítimas mesmo, sempre foram: da própria falta de visão de mundo e do excesso de mediocridade. Desejo aos alunos da UFMT muita sorte, e consigam se formar nessa universidade onde diante de tantos problemas, o DCE se mostra representante dos alunos apenas pra barganhar dinheiro aos sindicatos, jamais para resolver problemas simples como esse das festas na UFMT."

  • jacinto cabeçudo
    23 Out 2013 às 18:10

    Chamem fidel castro, che, lenin, marx para morrar nas suas casas malditos esquerdistas.

  • adalto
    23 Out 2013 às 17:56

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  • Luiz Eduardo
    23 Out 2013 às 17:00

    Enquanto isso, a louça na republica tá empilhando.

  • Augusto Robusto
    23 Out 2013 às 16:59

    É so fechar os cursos de FILOSOFIA, SOCIOLOGIA, SERVIÇO SOCIAL, HISTORIA que metade dessa baderna acaba toda.

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