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Empresários temem aumento de impostos com reforma; frente parlamentar faz interlocução

Da Redação - Laíse Lucatelli

08 Nov 2016 - 14:26

Foto: Jardel Silva/Assessoria

Empresários temem aumento de impostos com reforma; frente parlamentar faz interlocução
Setores do comércio já começaram a se mobilizar contra determinadas mudanças contidas na proposta de reforma tributária de Mato Grosso. Contrariados com a possibilidade de pagar mais impostos, atacadistas procuraram deputados estaduais para apresentar suas reivindicações.

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O presidente da Associação Mato-grossense  de Atacadistas e Distribuidoras, João Carlos Sborchia, disse que espera contar com Frente Parlamentar em Defesa do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, instalada na tarde de segunda-feira (7), para intermediar o diálogo com o governo das demandas dos empresários atacadistas.

“A gente entende que é importante arrecadar, as demandas são muitas. Mas queremos ser ouvidos. Buscamos principalmente uma igualdade de alíquota em relação aos outros estados. O setor atacadista é distinto pois concorre com todos os estados da federação. Ou seja, nós temos uma atuação local, mas temos concorrência de todos os estados. Vêm tirar receita, emprego, oportunidade que damos aqui”, comentou o ex-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli, que é do setor atacadista.

De acordo com o coordenador da frente, o deputado Oscar Bezerra (PSB), a principal preocupação que a proposta causa é quanto à possibilidade de uma alíquota única de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os diversos setores envolvidos na atividade comercial. A medida, segundo ele, prejudicaria alguns segmentos, a exemplo dos atacadistas, que precisam concorrer com empresas de estados vizinhos, onde a carga tributária é menor. 

Oscar destacou o papel de interlocução que a frente fará entre o governo e os empresários. “Agora vai haver a mesa de negociação de cada segmento. O problema é a alíquota. Precisamos chegar a um denominador comum. Alguém vai pagar a conta dessa isonomia. Se baixar o ICMS da energia, que é um dos mais altos do país, seria o sonho de consumo para atrair a indústria para o nosso estado. Mas alguém tem que pagar essa diferença. Quem vai ser?”, questionou.

O deputado Sebastião Rezende (PSC) afirmou que o objetivo é que nenhum empresário se sinta desmotivado com o possível aumento da carga tributária. Por outro lado, houve pontos da reforma que foram elogiados, como a simplificação das regras, e o fato de que o governador não poderá mais fazer alterações tributárias por decreto.

Pontuando preocupação com o curto espaço de tempo para o debate da proposta – cerca de 40 dias, até o término do ano legislativo –, a deputada Janaína Riva (PMDB) disse acreditar ser possível encontrar um consenso, evitando, dessa forma, uma eventual judicialização da questão tributária do Estado. O deputado Carlos Avalone (PSDB) ressaltou que nada passará pelo Parlamento “goela a baixo”, tendo em vista, de acordo com ele, que esta não é uma prática desejada pelo próprio governo, autor da mensagem.
 

3 comentários

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  • WILSON REZENDE
    08 Nov 2016 às 17:56

    O Governo se propõe a fazer uma mudança desse nível, tem que ter muita coragem e comprometimento com coisa certa. Gov. Pedro Taques pode mais uma vez estar colocando seu futuro politico em risco, mas está provando qye é um estadista e faz uma gestão futurista. O cidadão sério saberá reconhecer esse trabalho.

  • CALEB MIGUEL DA PAIXAO
    08 Nov 2016 às 17:28

    E o agronegócio nada!

  • Gabriel Avila
    08 Nov 2016 às 16:11

    Sou um crítico deste governo mas tal medida me fez rever alguns posicionamentos sobre o governador Pedro Taques. Desejo sinceramente que tenha forças para enfrentar os barões e parar de sacrificar apenas a população de baixa renda e funcionários públicos. Pedro Taques votei em você e estava extremamente arrependido,mas, desde ontem estou gostando de seu novo posicionamento.

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