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Segunda-feira, 27 de junho de 2022

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Medeiros avalia entregar vice-liderança de Temer após Senado manter direitos políticos de Dilma

Foto: Agência Senado

Medeiros avalia entregar vice-liderança de Temer após Senado manter direitos políticos de Dilma
O senador José Medeiros (PSD-MT) avalia entregar a vice-liderança do governo Michel Temer (PMDB) no Senado, após o plenário ter decidido manter os direitos políticos da presidente deposta Dilma Rousseff (PT). Segundo o senador de Mato Grosso, ele e o líder Aloysio Nunes (PSDB-SP) estão decepcionados com o suposto acordo feito pelo PMDB com o PT para manter a ficha de Dilma limpa após o impeachment, aprovado nesta quarta-feira (31).

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“O PMDB deu hoje um grande prejuízo ao governo Michel Temer. Eu e o senador Aloysio Nunes estamos avaliando se vamos entregar a liderança do governo. Porque não fomos comunicados de nada. Se for para ser líder desse jeito, é melhor entregar, e então eles colocam alguma indicação do presidente ou do PMDB lá”, desabafou Medeiros, em entrevista ao Jornal da Capital 2ª Edição, da Rádio Capital FM.

Para Medeiros, a separação entre o impeachment e a cassação dos direitos políticos fere a Constituição Federal. “O artigo 52 da Constituição é claro: é a perda do mandato com a perda dos direitos políticos. Não é uma coisa separada da outra. Infelizmente o ministro Lewandowski, que vinha conduzindo tão bem, jogou isso para o plenário. É uma afronta à Constituição. Ficamos com um gosto de caixão velho na boca. Na última hora fizeram uma gambiarra jurídica, e acabaram por garantir os direitos políticos da presidente afastada”, disparou ele.

Ele comparou a situação do Brasil pós-impeachment à situação do Japão pós-bomba atômica, quando Hiroshima e Nagasaki foram bombardeadas na 2ª Guerra Mundial, em 1945. “Esse momento é reconstrução nacional. Porque o Brasil está mais ou menos igual o Japão depois daquelas duas bombas. Está com a economia destroçada, mais de 20 milhões de desempregados. Então é um país a ser reconstruído. A grande dúvida que fica hoje: é o PMDB que vai conseguir isso, conduzindo isso dessa forma?”, questionou.

O parlamentar mostrou, ainda, decepção com o comportamento do PMDB, e colocou em dúvida se, no governo, a sigla terá a solução para os problemas do Brasil pós-impeachment.

“Hoje, nesse momento, o presidente Temer está sem base aqui no Senado. Com essa decisão, a base se esfacelou. Amanhã pode ser outra história. Mas vamos nos reunir e ver se a gente continua na base do governo ou não. Resolvemos votar esse impeachment por mudanças de rumos, o povo foi pras ruas. Esse tipo de comportamento de hoje mostrou que não teve mudança. Essa decisão é extremamente reveladora sobre o comportamento do PMDB. Deu pra ver que o PMDB optou por ficar com o PT”, declarou Medeiros.
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