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Terceiro operário morto em queda de elevador estava de licença, diz família

Da Redação - Lucas Bólico

Uma das cosias que mais doem na família de Fernando Conceição da Silva, 26, o terceiro operário morto na queda do elevador de uma construção na capital na última semana é a certeza de que ele não deveria estar presente no momento do acidente. “Ele estava de licença”, conta o irmão da vítima, Carlos Conceição da Silva.

Carlos lembra que o irmão havia sofrido um acidente fora do trabalho há pouco tempo e estava com o braço machucado, por isso estava de licença e não deveria trabalhar no fatídico dia. No entanto, por meio de uma ligação telefônica, o operário foi chamado para comparecer à obra na manhã do último dia 05 de janeiro e acabou envolvido no acidente.

Fernando chegou a sair com vida da cena do acidente e foi transferido para o Hospital Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). “Ele estava com muitas dores mas estava consciente. Ele conversava comigo o tempo todo”, lembrou o irmão ainda durante o velório.

Fernando foi velado na própria casa. Ainda durante o momento do último adeus ao irmão, Carlos reclamou do atendimento dispensado ao irmão no pronto-socorro. Para a família, houve negligência no atendimento à vítima, que acabou morrendo na unidade antes de ser transferido a um hospital particular.

A direção do pronto-socorro garante que o operário recebeu o melhor atendimento possível, sendo acompanhado por um neurocirurgião, um ortopedista, um cirurgião geral e um emergencista. Ainda de acordo com o hospital, a vítima só não foi transferida para outra unidade porque não tinha condições de suportar o translado.
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