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Após morte de médico no RS, cardiologista explica causas de óbito por mal súbito e sinais de infarto

Da Redação - Bruna Barbosa

A morte do médico capixaba Leandro Medice, de 41 anos, em um abrigo do Rio Grande do Sul, onde ajudava nos resgates e atendimentos, chamou atenção para o termo “mal súbito”. O cardiologista Juliano Slhessarenko, explica que ele é usado para descrever um evento médico agudo e inesperado, que pode ser desencadeado por diversos fatores, como questões cardiovasculares, neurológicas e até metabólicas. 

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“Dependendo da causa, se o atendimento não for rápido, a pessoa pode morrer. O médico capixaba teria tido um mau súbito e morrido de infarto fulminante, o infarto é a morte das células de uma determinada área do coração, devido a interrupção total ou parcial da circulação de sangue nas áreas que irrigam o músculo cardíaco”. 

De acordo com Slhessarenko, o infarto fulminante acontece quando há obstrução de forma abrupta na irrigação sanguínea de uma área importante do coração, causando o interrompimento do bombeamento de sangue para o organismo.  

Dores ou desconforto na região anterior do tórax de forte intensidade após esforço físico ou estresse emocional são sinais de que a pessoa pode estar tendo um infarto. O cardiologista explica que sensação de queimação, aperto, pressão ou peso no peito pode ser descrita pela pessoa. 

“Entre os fatores de risco para o infarto do miocárdio estão colesterol elevado, tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão, história familiar de infarto em pessoas jovens e uso excessivo de anabolizantes”. 

Ele ressalta que a prevenção com acompanhamento médico é essencial para o controle de pacientes que estão em condições de risco. “O tratamento envolve uso de medicações e realização de procedimentos cirúrgicos de urgência, como colocação de stent ou cirurgia de revascularização do coração”.
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