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'A gente não bate palma para maluco dançar', diz José Medeiros sobre não assinar PEC contra a escala 6x1

Da Redação - Luis Vinicius

“Não vou bater palma pra maluco dançar”. A afirmação é do deputado federal José Medeiros (PL) ao ser questionado sobre não ter assinado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que visa discutir o fim da jornada de trabalho 6x1. À reportagem, Medeiros disse que a deputada federal Érica Hilton (Psol-SP) – autora da projeto – quer “lacrar” e que o texto, se for aprovado, vai trazer prejuízos aos próprios trabalhadores.

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O parlamentar afirmou que no Congresso Nacional já se discute duas PEC’s que tratam sobre o tema. Ele disse discordar da forma que o projeto foi proposto. O deputado ainda chamou de “circo” o debate levantada pela deputada.
 
“A gente (deputados da oposição) não bate palma para maluco dançar. Essa menina quer lacrar, nós não vamos bater palma para maluco dançar. Nós trabalhamos sério. Não vou fazer parte desse jogo. Quer fazer o circo dela lá? Tem todo o direito, mas eu tenho todo o direito de não embarcar em um projeto mal feito”, opinou Medeiros.
 
A PEC busca reduzir a carga horária semanal de trabalho de 44 para 36 horas, mantendo a jornada máxima de oito horas diárias, sem redução salarial. Proposta no dia 1º de maio – Dia do Trabalhador - o texto foi bastante discutido nas redes sociais.
 
A iniciativa tinha alcançado até a semana passada cerca de 200 assinaturas de deputados federais, o que permite a tramitação no Congresso Nacional. De Mato Grosso, apenas os deputados Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB), e Gisela Simona (União) assinaram.
 
“É um projeto totalmente populista. Eu acho que se ela quisesse discutir, entrava em uma dessas duas PEC’s e poderia muito bem contribuir. A PEC que vai, não é a dela. A que vai é do Reginaldo Lopes, do PT”, disse sem detalhar muito sobre os outros dois textos.
 
Na semana passada, trabalhadores e estudantes se reuniram na Praça Ipiranga, em Cuiabá, para um ato em defesa da PEC. A manifestação se juntou a outras que ocorrem em diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
 
“Quem está propondo, não está disposto a pagar pelo impacto da PEC, quem vai receber essa ordem vai repassar e quem vai sofrer? O próprio trabalhador, as pessoas mais pobres, o arroz vai ficar mais caro. A nossa preocupação é que estoure no bolso dos menores.
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