Da Redação - Jardel P. Arruda
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, “talvez não tenha comparecido porque é difícil explicar” o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. A audiência pública, comandada pelo deputado Eduardo Botelho (União), discutia a proposta do Governo Mauro Mendes (União), que prevê receita e despesas de R$ 40,7 bilhões para o próximo ano.
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Russi criticou a ausência de Gallo e disse que o secretário “tem obrigação” de comparecer à Assembleia para apresentar e justificar os números do orçamento, que segundo parlamentares, está subestimado em diversas áreas , especialmente na Saúde, cujo valor previsto é R$ 1,3 bilhão inferior ao gasto atual. Ao ser questionado se a ausência de Gallo teria relação com as críticas ao orçamento, Russi ironizou.
“É difícil... talvez ele não veio porque é difícil explicar. Talvez o Botelho esteja querendo alguma explicação mais firme do próprio secretário no sentido de mostrar por que a peça orçamentária é construída dessa forma. Nada melhor do que o secretário falar como eles conceberam isso, qual a estratégia, de onde vêm os valores e por que, por exemplo, a Saúde já começa com R$ 1,3 bilhão a menos do que vai gastar em 2025.”
O presidente da ALMT defendeu que, se Gallo não comparecer à próxima audiência, a comissão responsável deve suspender o debate.
“Esperamos que na segunda audiência, se o secretário não vier, a comissão não realize a audiência. [...] Eu acho que não foi legal. Acho que ele tem a obrigação, como secretário, de estar presente. Eu, no lugar do Botelho, até porque o Botelho fez essa convocação e queria muito a presença dele aqui, sinceramente, eu teria até adiado a audiência”, afirmou.