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Quinta-feira, 23 de novembro de 2017

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O que esperar do comércio no segundo semestre?

Autor: Jonas Alves

22 Jun 2017 - 10:54

Os empresários mato-grossenses estão começando a se animar e a acreditar em um aquecimento nas vendas para o segundo semestre deste ano. Apesar de tantas notícias ruins e de um período de retração, temos motivos para ficar otimistas: a queda da inflação e a melhora do ambiente econômico indicam uma retomada do comércio, segundo dados avaliados por analistas econômicos.

O otimismo leva em conta ainda a redução dos preços, a possível recuperação do mercado de crédito para pessoa física e uma melhora do mercado de trabalho. Só para ilustrar, dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o trabalho formal empregou mais do que demitiu neste ano em Mato Grosso. Ao todo, 122.561 pessoas foram admitidas e 112.948 demitidas. São números a se comemorar, já que contribuem diretamente para o aumento de consumo.

A avaliação do Banco Central é de que a economia interna está estabilizada e existe uma previsão de recuperação gradual, tanto que o primeiro semestre de 2017 apresentou um crescimento razoável de 1%. O setor produtivo tem grande contribuição nesse crescimento e enxerga que o caminho da queda da inflação e dos juros não tem mais volta. O agronegócio, com safras recordes, âncora da economia mato-grossense e do país, será o grande condutor para o aumento da renda da população.  

Mato Grosso, apesar de todas as dificuldades, continua crescendo e apresenta uma recuperação mais rápida em relação ao país. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual é de 2,37%, enquanto a projeção para o país é de 2,30%. A expectativa, até 2020, é que o PIB de Mato Grosso chegue a 3,60%. As estimativas se baseiam nas projeções de mercado do Relatório Focus e Relatório de Inflação, ambos do Banco Central, que apostam ainda num aumento das vendas de 7,64% no comércio varejista para 2018.

O Brasil e o estado não podem parar. Como diz o economista Ricardo Amorim, a economia é movida pela confiança. Quando empresários e consumidores acreditam na situação econômica e política, a economia cresce. Portanto, é fundamental que independentemente das crises políticas que assolam cotidianamente o país, os avassaladores impostos e as malfadadas reformas a serem votadas, cada um faça a sua parte em prol da nação brasileira. Essa profecia está se cumprindo pela atitude dos empresários dos diversos setores econômicos que bravamente têm enfrentando essas questões com muito trabalho, empenho e determinação.

Enquanto gestores de nossas empresas temos que dar o gás necessário para a sobrevivência do negócio e, nesse sentido, a reforma estrutural é fundamental e exige criatividade. Está na hora da economia seguir o seu caminho sem se apegar a questões políticas, até por uma questão de sobrevivência e desenvolvimento do país. Vamos resgatar nossos valores e transformar a crise econômica em uma oportunidade para o fortalecimento do mercado, a geração de emprego e renda, a criação de novos negócios e a ampliação nas vendas.

 
*Jonas Alves - presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat) e da Associação Comercial de Cuiabá (ACC)

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