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Sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

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MT é responsável por 60% da área desmatada na Amazônia Legal, aponta pesquisa

Da Redação - Viviane Petroli

19 Abr 2017 - 16:23

Foto: Sema-MT

MT é responsável por 60% da área desmatada na Amazônia Legal, aponta pesquisa
Mato Grosso foi responsável por 60% do desmatamento na Amazônia Legal registrado em fevereiro e março de 2017. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram abertos na Amazônia Legal nos dois referidos meses 97 quilômetros quadrados. Ao analisar os últimos oito meses (agosto de 2016 a março de 2017) o Estado representa 29,8% dos 1.358 quilômetros quadrados desmatados.
 
O Imazon (clique aqui) revela ter detectado 97 quilômetros quadrados de desmatamento na região da Amazônia Legal. A extensão é 54% inferior aos 212 quilômetros quadrados verificados em fevereiro e março de 2016.

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Conforme o Imazon, Mato Grosso é responsável 60%, ou seja, aproximadamente 58 quilômetros quadrados dos 97 abertos em fevereiro e março de 2017. Já Rondônia por 16%, enquanto o Pará, Amazonas e Roraima foram por 10%, 8% e 6%, respectivamente.
 
Ainda segundo o Imazon, a área desmatada na Amazônia Legal entre os meses de agosto de 2016 e março de 2017 somou 1.358 quilômetros quadrados, 4% inferior aos 1.411 quilômetros quadrados verificados entre agosto de 2015 e março de 2016.
 
Mato Grosso registrou 405 quilômetros quadrados abertos na região da Amazônia Legal entre agosto de 2016 e março de 2017, uma redução de 32% em relação aos 595 quilômetros quadrados de agosto de 2015 a março de 2016. O Imazon em tal período analisado aponta recuo também de 72% para o Tocantins e de 26% para Roraima, em contrapartida Acre (+29%), Amazonas (+23%), Pará (+19%) e Rondônia (+28%) apresentaram crescimento no desmate.

Outro lado

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) os estudos divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) "compõem apenas um alerta que orienta os estados no planejamento das ações de fiscalização em campo ao longo do ano". A Secretaria destaca que os dados de desmatamento do Instituto "não podem ser comparados com as taxas anuais, divulgadas normalmente em novembro, e revistas em abril do ano seguinte, pelo Sistema Prodes do governo federal".

O combate ao desmatamento ilegal, observa a pasta do Poder Executivo, "é prioridade para o governo de Mato Grosso".

"Devido ao incremento de 214% nas ações de fiscalização, a Sema registrou uma queda de 19% na taxa de desmatamento no estado, entre agosto de 2015 a julho de 2016, de acordo com dados preliminares do relatório de Monitoramento de Cobertura Vegetal do órgão ambiental, divulgados em novembro do ano passado. Os números mostram uma redução no desmatamento da floresta para 1.290 km², ante os 1.601 km² registrados no mesmo período de 2014 a 2015", revela a Sema em nota.

A Secretaria lembra, ainda, que Mato Grosso foi o único dos nove estados que compõe a Amazônia Legal "a ter recuo significativo do desmatamento conforme o Serviço Florestal Brasileiro, a partir das informações do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), também divulgadas preliminarmente em 2016".

Na avaliação do vice-governador e secretário de Meio Ambiente, Carlos Fávaro, apesar da queda verificada, o resultado ainda é pouco. Recentemente o Governo de Mato Grosso anunciou um plano de ações para intensificar o monitoramento, a fiscalização e a responsabilização aos crimes ambientais para o ano de 2017. Uma das propostas é montar uma base de operações de combate ao desmatamento ilegal em Colniza, na região noroeste, município que está em primeiro lugar no ranking do desmatamento nos últimos 5 anos.

O Governo de Mato Grosso, como frisado pelo governador Pedro Taques na COP21, em Paris, na França, no ano de 2015, tem como compromisso zerar o desmatamento ilegal até 2020. 


Atualizada às 07h43 do dia 21 de abril de 2017

2 comentários

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  • Marilsa
    20 Abr 2017 às 07:58

    Quem mora perto da fronteira com o Pará ou Rondônia sabe o quanto se desmata sem pudor. Além do contrabando incessante de toras de madeira dia e noite. Mato Grosso terra do abuso e da insegurança.

  • Maria
    19 Abr 2017 às 17:10

    UMA DAS METAS DE LUTA CONTRA O DESMATAMENTO ILEGAL É COM ESSA DETERMINAÇÃO DO MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO-GROSSO QUE REQUEREU DESDE SETEMBRO/2016 AO INDEA O CUMPRIMENTO IMEDIATO DA LEI COMPLEMENTAR 235/2005 QUE EXIGE O CERTIFICADO DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS PARA O TRANSPORTE INTERESTADUAL E ATÉ A PRESENTE DATA 19/04/2017 NÃO FOI CUMPRIDO, E ESSA ATIVIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRA SE TORNOU UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE DO TRANSPORTE DE MADEIRAS EXTRAÍDAS NO TERRITÓRIO MATO-GROSSENSE, AUXILIANDO ALÉM DOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS E DA EVASÃO FISCAL E A DEFESA DO CONSUMIDOR, PORTANTO A PORTA DO ESTADO ESTÁ ABERTA (SEM FISCALIZAÇÃO) PARA O TRANSPORTE DE MADEIRAS ILEGAIS COMO A CASTANHEIRA(PROIBIDA DE CORTE) E TANTAS OUTRAS E COM ISSO O DESMATAMENTO ESTÁ AI DEVASTANDO A NOSSA FLORESTA COMO COMPROVA ESTÁ REPORTAGEM, E O ESTADO ESTÁ PERDENDO 27 MILHÕES E AINDA MAIS A CADA DIA QUE ESSA ATIVIDADE NÃO É RETOMADA SÃO CENTENAS DE CARGAS DE MADEIRA ILEGAL QUE VÃO PARA OUTROS ESTADOS E COM ISSO ESTÁ HAVENDO UMA OMISSÃO NAS OBRIGAÇÕES PÚBLICAS COM IMPACTOS NO ORÇAMENTO DO ESTADO E NA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, PORQUE TODOS TEM A RESPONSABILIDADE DE ZELAR PELA ADEQUADA OFERTA E CONSUMO DE MADEIRA DE FONTES SUSTENTÁVEIS E ORIGEM LICITA, DECISÃO JUDICIAL NÃO SE DI

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