Olhar Agro & Negócios

Terça-feira, 25 de setembro de 2018

Notícias / Meio Ambiente

Ibama multa desmatadores em R$ 24 milhões e embarga 3,6 mil hectares em MT

Da Redação - Vinicius Mendes

05 Jun 2018 - 09:44

Foto: Reprodução

Ibama multa desmatadores em R$ 24 milhões e embarga 3,6 mil hectares em MT
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou ações de combate ao desmatamento ilegal nos municípios de Cláudia, Marcelândia e União do Sul, em Mato Grosso, que resultaram no embargo de 3.625 hectares e na aplicação de 27 autos de infração, que totalizam R$ 24 milhões.

Os infratores foram autuados por desmatar áreas de Reserva Legal (2 mil hectares) e florestas em estágio avançado de regeneração, além de descumprir embargos e realizar o corte de árvores especialmente protegidas e ameaçadas de extinção, como a castanheira, entre outros motivos.
 
Leia mais:

Desmatamento da Amazônia tem características próprias em MT e concentra ações do IBAMA
 
Em duas fazendas inspecionadas em Cláudia (MT) foi constatado o desmate de 2 mil hectares. Em uma das propriedades foram apreendidos 670 metros cúbicos de castanheira (Bertholletia excelsa). A árvore está na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e seu corte é proibido pelo Decreto 5.975/2006.
 
A Lei n° 12.651/2012 (Código Florestal) define como Reserva Legal a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural que tem a função de assegurar o uso econômico sustentável dos recursos naturais, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade. Os imóveis localizados na Amazônia Legal devem manter pelo menos 80% da cobertura florestal nativa.
 
“O Ibama continua a investigação para identificar outros elos da cadeia comercial de produtos provenientes do uso irregular da Reserva Legal”, disse a superintendente do Ibama no Mato Grosso, Lívia Martins.
 
Máquinas e acampamentos desativados em Terras Indígenas
 
Operação de combate ao desmatamento realizada com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso em Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) vizinhas resultou na inutilização de dois tratores, um caminhão e quatro acampamentos de suporte na Terra Indígena (TI) Arara do Rio Branco, em Aripuanã (MT).
 
Os agentes do Ibama também vistoriaram as TIs Menkü, Manoki, Apiaká Kayaby, Kawahiva do Rio Pardo e Piripikura, além da Estação Ecológica e da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt.

“Durante a operação verificamos que foi interrompida a exploração ilegal de madeira em três áreas fiscalizadas pelo Ibama em anos anteriores”, disse o chefe da Unidade Técnica do Ibama em Juína (MT), Evandro Selva, que coordenou a operação.
 
Em 2017, oito empresas sem instalações físicas foram identificadas usando créditos fictícios para acobertar madeira retirada ilegalmente de terras indígenas no estado.
 
Áreas particulares em que foram identificados focos de desmatamento são alvo de análise para quantificação dos danos ambientais. Os responsáveis serão intimados a responder civil e criminalmente pelos impactos causados.

1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Talisia
    05 Jun 2018 às 15:23

    A REALIDADE É TRISTE PARA O DIA DO MEIO AMBIENTE, PORQUE A FLORESTA DO ESTADO DE MATO-GROSSO VEM SOFRENDO BASTANTE COM ESSES DESMATAMENTOS ILEGAIS A MUITO TEMPO. A BUSCA INCESSANTE PELO LUCRO E O COMODISMO DAS NOSSAS AUTORIDADES SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DESTE TRÁGICO PROBLEMA, E AINDA MAIS ABRIRAM AS PORTA DO ESTADO(SEM FISCALIZAÇÃO) PARA O TRANSPORTE DE MADEIRAS ILEGAIS COMO A CASTANHEIRA (PROIBIDA DE CORTE) E TANTAS OUTRAS DESDE 2013.

Sitevip Internet