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Terça-feira, 26 de março de 2019

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Caminhoneiros trancam BR-163 em Mato Grosso em protesto ao frete e óleo diesel

Da Redação - Viviane Petroli

17 Fev 2015 - 18:01

Foto: Viviane Petroli / AgroOlhar

Caminhoneiros trancam BR-163 em Mato Grosso em protesto ao frete e óleo diesel
Caminhoneiros em Mato Grosso irão trancar a BR-163, principal rota de escoamento, entre as cidades de  Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, a partir desta quarta-feira (18). O protesto possui como pautas: o aumento “abusivo” do preço do óleo diesel, baixas tarifas de frete praticadas na safra atual, redução da alíquota do ICMS incidente sobre o preço do óleo diesel, entre outras. Em Tangará da Serra, cidade do médio Norte do Estado, a manifestação já chega há nove dias.

O manifesto dos caminhoneiros terá início nesta quarta-feira às 8h. Entre 11h e 13h haverá liberação do trafego para que os motoristas possam voltar para suas cidades de origem. Após isso o trânsito de caminhões serão liberado novamente a partir das 19h. Podendo sofrer alterações, segundo o empresário Gilson Baitaca, um dos líderes da manifestação em Lucas do Rio Verde.

O protesto, em busca de melhorias para a categoria, é realizado pelos caminhoneiros e alguns transportadores, com apoio de autoridades políticas, como vereadores de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e do setor produtivo de Mato Grosso. Há relatos de mobilização de motoristas, também, em Astorga (PR), além de manifestos em andamento em Rondônia.

Por Mato Grosso, mais precisamente pela BR-163, circulam cerca de 15 mil caminhões circulam diariamente no pico da safra, sendo parte destes de outros Estados.

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Conforme os caminhoneiros, nessa quarta-feira (18) e quinta-feira (19)m  a BR-163 têm programação para ser trancada entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde pela manhã e à tarde. A categoria revela que irá nestes dois dias liberar a pista por tempo determinado na hora do almoço e à noite para que “os motoristas que estão fora de suas residências possam passar pra ir até as suas cidades de origem”. Já na sexta-feira (20) promete-se bloquear totalmente.

O presidente da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC-MT), Miguel Mendes, avalia que o setor do transporte em Mato Grosso vem atravessando uma “crise” desde 2014. Nesta safra 2014/2015, comenta o setor do transporte, a tarifa do frete está em média 25% mais baixa que na 2013/2014.

Mendes comenta que a implantação do balizador do frete é uma tentativa do setor do transporte em minimizar os prejuízos. “Quem faz o ‘controle’ dos fretes são as grandes tradings. O transportador acaba sendo refém. Ele não puxa direto do produtor”.

Em entrevista ao Agro Olhar, o presidente da ATC pontua que a associação tem orientado aos motoristas e transportadoras para evitarem pegar ordem de carregamento para Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Miguel Mendes salienta, ainda, que o movimento é realizado pelos próprios motoristas e que a ATC apoia a decisão dos mesmos. “O que se recebe hoje não é o suficiente para cobrir os custos. O óleo diesel gera aumento de custo e ele equivale a 50% das despesas das transportadoras e motoristas”.

Pautas 

Na manhã desta terça-feira (17) motoristas, empresários e autoridades políticas reuniram-se em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde para definir a pauta de reivindicações. Entre os itens, segundo a categoria estão a redução do preço atual do litro do óleo diesel e da gasolina, além da “proibição por parte do Governo de Mato Grosso da comercialização de frete por parte das Tradings e Agenciadores de Cargas com valores abaixo da Lista de Preços Mínimos de Fretes, instituída pela Sefaz/MT através da Portaria nº 244/2014, sob pena dos mesmos perderem os seus incentivos fiscais junto ao Estado e terem suas respectivas inscrições estaduais suspensas.

Ainda a redução da alíquota de ICMS incidente sobre os preços do óleo diesel de 17% para 12%; Sanção Presidencial sem vetos do Projeto de Lei nº 4246/2012 que Regulamenta a Profissão de Motoristas Profissional e disciplina sua jornada de trabalho”.

 Manifestação em Tangará da Serra já dura nove dias. (Foto: Heverton Luiz/Rádio Pioneira)

Tangará da Serra parada

Há nove dias motoristas em Tangará da Serra bloqueiam a MT-358, de acordo com o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Tangará da Serra, Edgar Laurini, a interdição na rodovia estadual é realizada das 7h às 18h. “Após isso liberamos para que os motoristas que desejam voltar para casa”. Laurini ressalta que um dos pedidos aos motoristas é “paciência” durante os bloqueios para que se evite tumulto.

Em Tangará da Serra apenas caminhões de carga “seca”, ou seja, grãos são parados pelo movimento de protesto.

Setor produtivo aguarda

Conforme a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o setor produtivo irá aguardar o andamento dos manifestos dos motoristas para avaliar o impacto que a ação trará para o escoamento da produção.

17 comentários

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  • apolo
    19 Fev 2015 às 09:37

    A soluçao é construir ferrovias porém nenhum governo preocupou-se com isso deu no que deu!

  • Tandy
    18 Fev 2015 às 17:31

    Precisamos acabar com o agenciamento de carga.....isso não existe, o cara nem tem caminhão vai contrata o frete e ai sai buscando outras transportadoras e autômonos pra fazer esse frete ai cobra 10% da gente..... Isso não existe só pode pegar o que pode transportar, agenciar é ILEGAL (terceirização indireta)..........VAMOS BOICOTAR ESSES AGENCIADORES DE CARGA. PRA ELES QUANTO MAIS BARATO O FRETE É MELHOR, POIS PRECISAM DE MENOS DINHEIRO PRA GIRA O NEGOCIO DELES. VAMOS LÁ CLASSE NÃO EMBARQUEM POR AGENCIADORES ELES SÃO ATRAVESSADORES E FICAM COM O NOSSO LUCRO.......SÃO BANDIDOS.

  • Beto Vilela
    18 Fev 2015 às 10:06

    O PT

  • Julinho
    18 Fev 2015 às 09:30

    Essa manifestação é todos os brasileiros porque como os caminhoneiros todos estão sofrendo com os aumentos.

  • aldir moraes
    18 Fev 2015 às 09:00

    Vamos ver como chegou a esse ponto, a mais de dez anos estamos adiando e alimentando o problema que chegou ao final e com dois anos de atrazo( era para acontecer antes) mas as eleições...e o problema é mais amplo, vai chegar ao campo(lavouras), empreiteiras, construção acivil entre outros... Isto porque o "governo" vem a anos pegando dinheiro dos bancos/agiotas/especuladores, externos e internos para fazer de conta que tinha desenvolvimento o que na verdade foi um inchamento(bolha que explode agora). O custo da captação do dinheiro foi com juros de 12% a 19,5% p/ o governo brasileiro emprestou ou distribuiu a 2,5% a 7,5% p/ comprar: caminhoes, maquinas agricolas, maquinas pesadas, construção civil e etc... com a alegação de: gerar emprego e renda, desenvolver o País e tirar o povo da miséria, mas na verdade foi para: enganar, roubar e vencer eleições...Bem as greves vão acontecer em muitos setores (justas ou não) o certo é que vai ter mobilizações e manifestações até de quem mamava deitado porque agora a teta secou, a divida interna beira 3,5 trilhões, as empresas estatais tão quebradas, no setor privado as empresas e pessoas estão endividados(exeto bancos e agiotas) e estes quando tiver dificuldade o governo "salva"...Bem mas foco hoje é a greve dos motoristas, como sugestão seria a partir de hoje(18/02/2015 ninguem carregar mais nada, descarregar as cargas embarcadas no seu destino, voltar para casa, ficar com a familia, não pagar nem uma parcela dos financiamentos, daí pode ser que se de um jeito, da forma que tá a conta é simples: pra cada carga tem dois caminhões, quemé que vai aumentar fretes? ninguem é claro, o governo federal e petrobras tão quebrados e comprometidos(não tem mais dominio da situação) e não podem baixar os preços os governos estaduais estão na mesma situação e não vão baixar alíquotas nos impostos. A coisa é bem complexa, falar ou escrever um dia inteiro não é suficiente para enchergar-mos a realidade e gravidade do problema... mas em síntese ou poucas palavras é isso aí.

  • DEDE
    18 Fev 2015 às 07:52

    e papagaio isto nao e coisa de pobre e sim de quem trabalha e paga caro por isto uma ma remunerasao e cansera no minimo voce nao fas nada pra fala isto dai

  • Papagaio
    18 Fev 2015 às 07:22

    Se fosse pobre fechando a estrada a pé a PM já tinha distribuído borrachada sobre os aplausos dos que agora apoiam essa manifestação.

  • Ademir
    18 Fev 2015 às 06:42

    É verdade Ademar Adams e Antonio Mariano, a Dilma é uma coitadinha como seu partido, os combustíveis nas alturas, pior PIB das décadas, taxas e juros nas alturas, dólar disparado, real hiper desvalorizado, inflação recorde, alimentos caríssimos, quebra de estatais pela corrupção, de orgulho a Petrobrás pede vida de tanto saqueada que foi, e sempre depois de quatro gestões petistas, ou 13 anos o problema é do outro, uma vergonha de comentário!!!

  • rafael
    18 Fev 2015 às 02:53

    P T P obres T ransportadores

  • Paulo
    17 Fev 2015 às 22:14

    A manifestação é legítima, e é o meio pelo qual o brasileiro efetivamente exerce o seu poder. Os empresários e motoristas devem demonstrar o inconformismo com a disparidade entre os valores do Diesel e os fretes. Digo ainda que toda a indústria está sofrendo com a política econômica, e isto está refletindo diretamente em todos os setores. Força e ao manifesto legítimo!!

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