Olhar Direto

Sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Notícias / Política MT

Secretário condena vazamento de informações e defende legalidade em atuação no caso de grampos

Da Redação - Érika Oliveira

19 Jun 2017 - 14:35

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Secretário condena vazamento de informações e defende legalidade em atuação no caso de grampos
O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, que foi denunciado pela delegada Alana Cardoso, por supostamente ter agido de maneira irregular ao interroga-la sobre o caso dos grampos praticados em Mato Grosso, defendeu a legalidade de sua atuação e condenou o vazamento de informações sobre os procedimentos investigatórios que tramitam na Corregedoria-Geral da Polícia Militar (CGPM).

Leia mais:
Em depoimento, delegada da Polícia Civil inocenta Paulo Taques sobre ordem para grampos

“Eu não posso falar porque isso interfere na investigação. Quem tem que responder qualquer questionamento são os corregedores da Polícia Militar e da Polícia Civil, a gente deu total autonomia para que eles apurem isso a fundo e encontrem os responsáveis, independente de quem o for”, respondeu o secretário, ao ser questionado por jornalistas sobre o documento enviado pela delegada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério Público Estadual.

“Pergunte ao presidente da OAB o que ele acha, ele já andou falando na imprensa. Melhor do que eu falar é quem responde pelos advogados e conduz muito bem a OAB, que no caso é o Dr. Leonardo. Pergunte a ele se há ilegalidade, não a mim”, completou.

No documento, Alana, que à época dos fatos respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, afirma que há diversas irregularidades além de “grave violação da legalidade” no ofício produzido por Rogers Jarbas, baseado no depoimento da delegada à Sesp.

“Houve violação grave a preceitos fundamentais como o devido processo legal, ampla defesa, presunção da inocência e principalmente à legalidade, já que a delegada foi ouvida sem qualquer procedimento formalmente instaurado perante superior hierárquico”, diz trecho do documento. A delegada disse ainda que não teve acesso ao documento produzido pela Sesp, salvo pelo que foi divulgado pela imprensa.

Em depoimento, tomado no dia 26 de maio, Alana Cardoso revelou que quando respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, recorria à interceptação telefônica, em parceria com promotores de Justiça do Gaeco, de modo a monitorar membros de organizações criminosas identificados nos presídios e para preservar a integridade do governador Pedro Taques (PSDB), à pedido do ex-secretário Paulo Zamar Taques, da Casa Civil.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, comentou o assunto em determinadas ocasiões, mas limitou-se a dizer que a Ordem segue “uma eterna vigilante do cumprimento das obrigações constitucionais”. 

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Noemia
    20 Jun 2017 às 08:19

    Deixem de blá bláblá! Os grampos estavam com a autorização da Justiça ou NÃO? Ponto final!

  • Claudio
    19 Jun 2017 às 15:12

    Tudo conversa fiada, quem grampeou fez pra xeretar a vida dos outros, por isso os responsaveis tem que ser punidos com os rigores da lei. Quem grampeou não tinha o q fazer pois sobrou tempo pra isso.

Sitevip Internet