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Segunda-feira, 30 de novembro de 2020

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Capa da Dinheiro Rural, Maggi reafirma que ajuste em Plano Safra é tarefa urgente no MAPA

Da Redação - Viviane Petroli

21 Jun 2016 - 10:14

Foto: Reprodução

Capa da Dinheiro Rural, Maggi reafirma que ajuste em Plano Safra é tarefa urgente no MAPA
Uma das urgências de Blairo Maggi frente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é o ajuste do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2016/2017, que começa oficialmente em 1º de julho. O Plano e auxílios quanto ao desabastecimento de milho e a quebra de safra em Mato Grosso e demais estados da região Centro-Oeste, Norte e Nordeste, são apenas alguns dos "milagres" a serem resolvidos pelo produtor mato-grossense pelos próximos 150 dias.

Maggi volta esse mês a ser capa da revista Dinheiro Rural sendo chamado de "O peão da Esplanada dos Ministérios". Em julho de 2012, ele, junto de sua mãe Lúcia Borges Maggi e suas irmãs Fátima, Rosângela, Marli e Vera, já havia sido destaque com "O império da Família Maggi", que naquele ano completava 35 anos.

De chapéu de peão nas fotos que ilustram a capa e as primeiras páginas da matéria, Maggi revelou que ligou para sua mãe, dona Lúcia, para falar sobre a possibilidade de ser o Ministério. Porém, não revelou que já havia aceitado o cargo, pois sabia que ela seria contrária.

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Destacado por entidades, como Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja) e o Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro) como "[...] o homem certo, no lugar certo e na hora certa", como colocado pelo ex-ministro da Agricultura e hoje coordenador da GVAgro, Roberto Rodrigues, Maggi tem entre seus desafios frente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento possíveis ajustes que possam ser feitos no Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017, que começa a vigorar no próximo dia 1º de julho.

Entre as reivindicações do setor produtivo brasileiro referente ao Plano Agrícola e Pecuário, se não a maior reivindicação, está à revisão dos juros que saltam dos 7% a 10,5% verificados na safra 2015/2016 para 8,5% e 10% ao ano, na safra 2016/2017.

O recurso destinado ao Plano Agrícola e Pecuário, mais conhecido como Plano Safra, saltou de R$ 187,7 bilhões para R$ 202,8 bilhões. Maggi destacou para a publicação que "Precisamos destravar o acesso dos produtores ao crédito". Ele salientou ainda que "[...] que apenas 40% deles conseguem crédito no País, o restante não sabe o que isso significa".

Hoje, no Brasil existem 5,2 milhões de propriedades rurais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Blairo Maggi pontuou ainda ser preciso trabalhar na questão das taxas de juros do Plano Safra e precisar que os recursos orçados sejam cumpridos.

Além de melhores condições de juros para a safra 2016/2017, Maggi tem como tarefas imediatas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a desburocratização de processos e novas regras para o seguro rural. Outras tarefas são a conquista de mercados externos e negociações bilaterais, que já estão sendo colocadas em prática, como o Agro Olhar destacou recentemente, com a participação de Maggi na reunião dos ministros da Agricultura do G20, que ocorreu no início de junho na China, onde foram tratadas visitas técnicas de diversos países, como a própria China, ao Brasil para uma possível habilitação de frigoríficos de bovinos, aves e suínos no Brasil para exportação.

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