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Nova pista de pouso e decolagem deve ser construída em até três anos no aeroporto de Cuiabá

Da Redação - Wesley Santiago

18 Mai 2019 - 16:20

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Nova pista de pouso e decolagem deve ser construída em até três anos no aeroporto de Cuiabá
O Consórcio Aeroeste, que venceu a disputa para administrar quatro aeroportos de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta), deverá construir, em até três anos, uma nova pista para pousos e decolagens no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande, região metropolitana da Capital. A medida é vista como primordial para aumentar o número de voos, devido a restrições impostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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Conforme o projetado, a nova pista de pouso e decolagem será feita paralela à atual e terá 2.300m de comprimento por 45m de largura. Além disto, serão implantadas áreas de segurança (chamadas de RESA), nas duas cabeceiras. Com isto, a pista atual se transformará em uma taxiway.
 
Uma taxiway é utilizada para deslocamento em solo e/ou manobra de aeronaves, tendo como principal função oferecer ligações entre posições de estacionamento e pistas de pouso e decolagem. É fácil perceber uma: elas são sinalizadas, com linhas amarelas - traço único e contínuo demarca a linha central da trajetória, enquanto traços duplos paralelos definem as bordas da pista de taxi. À noite ou durante os dias de baixa visibilidade, é possível identificá-las ainda mais facilmente, pois suas bordas são balizadas com luzes azuis, distinguindo-as das luzes de uma pista de pouso e decolagem que são brancas, amarelas e vermelhas.
 
O aeroporto de Cuiabá ocupa atualmente a categoria 4C, que representa o tamanho de aeronave que o local pode receber. “Nós operamos com restrição por conta do espaço entre a pista e o terminal, que é menos do que o permitido, que é de 150 metros. No cadastro da Anac existe a restrição. Não pode aumentar a frequência de voos. Isso representa prejuízo para a empresa que opera”, disse ao Olhar Agro & Negócios a superintendente de Desenvolvimento de Modais da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Maksaíla Moura Campos.
 
Depois da assinatura do contrato, a empresa terá 45 dias para que aconteça a eficácia. Durante isto, terá de ser apresentado o Plano de Transferência Operacional. Dentre as melhorias que a Aeroeste terá que implementar nos terminais a curto prazo estão, por exemplo, a melhoria da climatização, acesso à internet gratuita (wi-fi) nos terminais, adequação de banheiros e atualização de sinalização aeroportuária.
 
“Em seguida, já entram os requisitos pré-estabelecidos que têm de ser cumpridos. Operações IFR devem ser mantidas, melhorias que seriam feitas pelo governo federal, entre outros. Acredito que deve demorar três anos para ser construída a nova pista. Precisa de licenciamento ambiental, trazer o material, entre outras coisas”, estimou a superintendente.

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