Olhar Direto

Quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Opinião

Sim, nós podemos!

Autor: Rosangela Lucas

01 Dez 2020 - 08:00

Ao longo da história, infelizmente, as mulheres foram apedrejadas, queimadas pelos homens. Quase todos os erros humanos foram cometidos pelos homens. Todos os grandes erros como guerras, genocídios, exclusão social e discriminação.

Se as mulheres estivessem, liderando a sociedade, na época dos escravos, muito provavelmente os negros teriam status dignos (de) que sempre tiveram (de) como Seres Humanos. Brancos e negros só se diferenciam pela fina camada na cor da pele.

Se as mulheres fossem Generais muito provavelmente não teriam coragem de enviar seus filhos aos campos de batalha, pelo menos, não com a mesma frequência (com) que os homens fazem guerra.

Porque as mulheres são mais dadas ao diálogo, à sensibilidade, à afetividade, à capacidade de se colocar no lugar do outro. Os homens falharam ao longo da história, infelizmente.

A figura feminina é indispensável nas grandes transformações da humanidade. Por isso, não importando as circunstâncias em que vivem e o campo de atuação, cada uma pode construir à partir de si, uma sociedade igualitária e justa que tenha como princípio a valorização da vida. Nós devemos ter essa consciência.

A mulher atual é possuidora de um forte coração que não é derrotado por nada. Além disso, com sua sensibilidade, sutileza, flexibilidade, tenacidade, benevolência, atenção e intuição são capazes de envolver e inspirar a todos ao seu redor com a luz da sabedoria.

Temos um cenário animador e inspirador para muitas mulheres que querem mostrar o seu valor para que a sociedade tenha um pensamento igualitário,

Luiza Helena Trajano, a sobrinha da rede Magazine Luiz provou porque é uma mulher em destaque e que merece estar no patamar que alcançou, afinal, nenhuma pessoa gerencia uma das principais empresas de varejo do país sem ter demonstrado competência.

Conseguimos nos destacar enquanto seres humanos, enquanto líderes, enquanto educadoras, enquanto personagens atrizes no teatro social.

Desejo profundamente que, no futuro, as mulheres possam ocupar os mais importantes cargos da sociedade para que a humanidade seja mais irrigada com pacificação, tranquilidade, humildade e capacidade de usar as lágrimas para irrigar a sabedoria.

Mais cautela, cuidado. As mulheres têm uma sobrecarga muito maior do que os homens, porque precisam trabalhar, às vezes duas vezes mais do que os homens para provar a sua competência. Infelizmente, não temos os mesmos salários, (que os homens mesmo) ocupando os mesmos cargos.

Mulheres cuidem do seu maior patrimônio, por favor, tenha um caso de amor com a sua estrutura intelectual ou física. Mesmo a sociedade ditando o padrão de modelo tirânico do belo.

A beleza está nos olhos de quem vê. Beleza não pode ser vendida, comprada ou comparada. Pode-se fazer, claro, interversões estéticas, mas não a cirurgia plástica do cérebro.  A beleza tanto externa como interna é o seu maior patrimônio.

Mulheres, vocês, podem e devem sempre levar consigo que beleza é algo de foro íntimo. Beleza é ter um romance com a sua própria história.

O médico Augusto Cury diz: “As mulheres representam o sexo frágil. Na verdade, as mulheres são mais altruístas, inteligentes e solidárias do que os homens. No entanto, no teatro da nossa existência, ninguém é maior ou menor do que ninguém”.

Mas de acordo com estatísticas da Psiquiatria, as mulheres adoecem mais. Porque a mulher se doa mais, ama mais, se entrega mais. E todo soldado na frente da batalha é mais facilmente alvejado, certamente.

Gosto muito de refletir sobre o pensamento do Filosofo e Poeta Daisaku Ikeda: “O mundo atual espera que o calor humano, a cordialidade, a criatividade e a sensibilidade das mulheres tenham maior reflexo na sociedade. No mundo em que se busca somente a eficiência de produtos e serviços, é indispensável a participação das mulheres para recuperar o senso do humanismo e criar uma sociedade de solidariedade mais humana”. “A força das mulheres é como a força do solo. Quando o solo se move, tudo que existe sobre ele também se movimenta. Até mesmo a fortaleza do autoritarismo e a montanha que parecia inabalável ruirão. A força das mulheres é imensurável e não há nada que seja impossível para elas”.


Rosangela Lucas, professora e escritora.
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