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Domingo, 14 de abril de 2024

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máfia no sus

Servidores vendem atestado pelo telefone e 'usam dinheiro com pinga'

Os três técnicos ortopedistas acusados de integrarem a “máfia de venda de vagas do SUS” estão sendo acusados de vender atestados médicos e medicamentos de uso prescrito. Remédios como a morfina, usada no tratamento do câncer eram subtraídos irregularmente do Hospital Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) e negociadas com pacientes por telefone.


Durante as investigações a polícia apreendeu os remédios s na casa de Josué Pinto da Silva. A residência de Wlamir Benedito Soares também foi vasculhada, porém nada foi encontrado. O Ministério Público Estadual (MPE) também comprovou a venda de atestados médicos a preços que variavam de R$ 25 a R$ 50 reais.

O promotor do Gaeco, Arnaldo Justino da Silva, apontou que o “surpreendente” é que o dinheiro arrecadado com as vendas irregulares não era usado para enriquecimento dos acusados e sim para consumo em festas. “O Paulinho, por exemplo, mora numa casa simples. Eles não usavam para ficarem ricos e sim para gastar com cachaça”, afirmou.

“Paulinho”, Josué e Diego Farias Sodré, serviram de intermediários entre médicos e usuários do SUS na venda de lugares na fila de espera por cirurgias nas unidades públicas de saúde em Cuiabá. Eles avaliavam o método ilícito a ser adotado de acordo com a disponibilidade de dinheiro dos pacientes.

No denominado “esquema da guia”, caso a quantia em dinheiro em posse do paciente fosse inferior ao exigido pelo médico, os técnicos adequavam a situação. Falsificavam um atestado de urgência no caso, para que o paciente furasse a fila de espera no SUS. Assim, era adquirido um valor do “contratante” e o outro determinado pela instituição.

Os outros acusados de integrarem o esquema são os médicos Murilo de Sant’ana Barros, Marcos Benedito Correa Gabriel. Quanto aos usuários; Alex William Xavier da Silva, Rosângela Aparecida do Espírito Santo e José Geraldo Souza Oliveira. Todos eles tiveram a participação no esquema fraudulento comprovada por meio de interceptações telefônicas e depoimentos, mas não tiveram a prisão preventiva decretada.
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